Os representantes do presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, anunciaram hoje que os termos para desbloquear o único ponto que impede o acordo para o fim da crise política no país já estão “preliminarmente” pactuados e pendentes apenas de “formalidades”.
Vilma Morales, a porta-voz da delegação de Micheletti nas conversas, disse que há um acordo preliminar para que o Parlamento decida sobre a restituição do deposto Manuel Zelaya, mas que é preciso retomar o diálogo para concretizar as condições.
“Os termos estão já preliminarmente estipulados. No entanto, temos que retomar o diálogo, e é ali na mesa de diálogo onde serão acordados os termos precisos”, explicou.
“Já concordamos, temos que ver as formalidades, estamos no campo das formalidades”, acrescentou.
A delegação de Zelaya se apressou em negar que se tenha alcançado um acordo preliminar sobre a restituição do líder deposto no poder, ponto de discordância entre as duas partes.
“Não alcançamos nenhum acordo”, disse à Agência Efe o chefe da delegação de Zelaya, seu ex-ministro de Governo, Víctor Meza.
Vilma Morales fez o anúncio depois que uma missão dos Estados Unidos reuniu, em um encontro informal, as duas delegações, dialogou com Zelaya na embaixada brasileira e se encontrou com Micheletti na sede do Governo.
O último ponto de desacordo é sobre quem deve decidir a respeito da restituição de Zelaya. O presidente deposto acha que deve ser o Congresso, enquanto o regime golpista quer que seja a Suprema Corte de Justiça.
A porta-voz da comissão do presidente de fato convidou de novo os representantes de Zelaya ao diálogo, que o líder deposto deu por fracassado na semana passada, para formalizar o acordo e acertar os detalhes.