< !--StartFragment -- >O Governo libanês rejeitou as críticas da ONU sobre a detenção desde 2005 de quatro generais supostamente envolvidos no assassinato do ex-primeiro- ministro Rafik Hariri, dosage informou a imprensa local.
A Alta Delegacia dos Direitos Humanos da ONU criticou em inúmeras oportunidades, a última esta semana, as detenções dos militares, que qualificou de “arbitrárias” e “injustas”.
O Governo libanês enviou um documento a esta agência da ONU com sede em Genebra no qual diz que a permanência dos generais sob detenção está “em conformidade com as leis libanesas e internacionais”.
Além disso, o texto afirma que as detenções são “legais” e “evitam a fuga dos suspeitos e os protege”.
O Governo do primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, pediu à Alta Delegacia que “mude sua postura”, já que as detenções evitam também o desaparecimento de provas.
Segundo as autoridades libanesas, os generais poderiam se esconder no próprio país ou buscar asilo em outros países interessados em ocultar dados sobre o assassinato de Hariri, que aconteceu no dia 14 de fevereiro de 2005 em um atentado com carro-bomba em Beirute e que causou a morte de 22 pessoas e 250 feridos.
As condições dos generais detidos – Mustafa Hamdan, da Guarda Presidencial, Jamil Sayyed, da Segurança Nacional, Ali Hajj, da Polícia, e Raymond Azar, dos Serviços de Inteligência do Exército – são “muito boas”, diz o Governo.
Os detidos, considerados pró-sirios, exigiram que sejam libertados e negaram o tempo todo seu envolvimento no assassinato de Hariri, cuja autoria ainda é incerta.
A ONU instituiu uma comissão para investigar o crime que em seu último relatório, publicado em março, indicou que a autoria corresponde a uma rede criminosa que pode ter participado de outros assassinatos políticos no Líbano.