O novo Governo do Japão suspendeu hoje uma série de medidas de estímulos econômicos avaliadas em 2,93 trilhões de ienes (21,62 bilhões de euros) do orçamento extra para o ano fiscal de 2009 elaborado pelo anterior Executivo.
Segundo a agência local “Kyodo”, a decisão do novo Governo de Yukio Hatoyama responde às promessas do Partido Democrático (PD), vencedor nas eleições gerais de 30 de agosto, de recortar despesas desnecessárias e destinar mais dinheiro a programas sociais.
Os planos do Governo são empregar esses 2,93 trilhões de ienes em outros programas considerados pelo Partido Democrático mais relevantes, como as ajudas às famílias com crianças, que requeriam 7,1 trilhões de ienes (52,363 bilhões de euros) do orçamento geral do próximo ano fiscal.
A quantidade que será transferida outras políticas é parte do fundo de 14,7 trilhões de ienes (108,452 bilhões de euros) que integram o orçamento adicional destinado ao ano fiscal 2009, que concluirá em março de 2010.
As mudanças anunciadas hoje se produzem depois que o Executivo de Hatoyama revisasse um total de 600 programas financiados com o orçamento extra, segundo informou o ministro de Reforma Administrativa, Yoshito Sengoku.
O orçamento adicional para o ano fiscal 2009 foi apresentado em abril passado pelo Governo de Taro Aso, do Partido Liberal-Democrata (PLD), derrotado nos últimos pleitos, e ia destinado a financiar medidas de estímulo fiscal para sair da crise.