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Mundo

Governo iraquiano promete não levar à Justiça milicianos que deixem as armas

Arquivo Geral

31/03/2008 0h00

O primeiro-ministro iraquiano, here Nouri al-Maliki, afirmou hoje que as autoridades de seu país não levarão aos tribunais os milicianos xiitas que entregarem suas armas.


A declaração de Maliki é uma resposta ao pedido do clérigo Moqtada al-Sadr a seus seguidores, para que cessem a violência.


“Esta medida (de Sadr) é bem-vinda”, disse em entrevista coletiva Maliki, que ressaltou que se trata de um passo “na direção correta, para impor a lei e restaurar a segurança”.


O primeiro-ministro iraquiano fez essas declarações após participar de um encontro com membros do Exército, Polícia e serviços de Inteligência iraquianos na cidade de Basra, a 550 quilômetros ao sul de Bagdá.


Como símbolo de agradecimento e respeito ao pedido de Moqtada, Maliki ofereceu o perdão para todos os seguidores do clérigo que “se rendam e entreguem as armas”.


Além disso, ressaltou que os que aceitarem esse caminho “não serão perseguidos”.


O primeiro-ministro afirmou que o Exército e a Polícia conseguiram “sucessos destacáveis” nas operações contra as redes criminosas, contrabandistas e traficantes de drogas, assim como contra assassinos na província iraquiana.


“Embora nossas tropas estivessem limitadas em número, realizaram com sucesso sua missão contra estes grupos. Vamos seguir até o final”, disse Maliki.


O iraquiano ainda destacou que as tropas de seu país conduziram as operações “sem a ajuda de ninguém”, embora, na semana passada, o Exército dos EUA tenha informado que deu apoio aéreo às operações iraquianas.


Basra, segunda cidade mais importante do país, foi o centro de intensos combates entre o Exército Mehdi – milícia do Moqtada al-Sadr – e as tropas iraquianas desde segunda-feira passada, que deixaram pelo menos 325 pessoas mortas em todo o Iraque.


 

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