A declaração de Maliki é uma resposta ao pedido do clérigo Moqtada al-Sadr a seus seguidores, para que cessem a violência.
“Esta medida (de Sadr) é bem-vinda”, disse em entrevista coletiva Maliki, que ressaltou que se trata de um passo “na direção correta, para impor a lei e restaurar a segurança”.
O primeiro-ministro iraquiano fez essas declarações após participar de um encontro com membros do Exército, Polícia e serviços de Inteligência iraquianos na cidade de Basra, a 550 quilômetros ao sul de Bagdá.
Como símbolo de agradecimento e respeito ao pedido de Moqtada, Maliki ofereceu o perdão para todos os seguidores do clérigo que “se rendam e entreguem as armas”.
Além disso, ressaltou que os que aceitarem esse caminho “não serão perseguidos”.
O primeiro-ministro afirmou que o Exército e a Polícia conseguiram “sucessos destacáveis” nas operações contra as redes criminosas, contrabandistas e traficantes de drogas, assim como contra assassinos na província iraquiana.
“Embora nossas tropas estivessem limitadas em número, realizaram com sucesso sua missão contra estes grupos. Vamos seguir até o final”, disse Maliki.
O iraquiano ainda destacou que as tropas de seu país conduziram as operações “sem a ajuda de ninguém”, embora, na semana passada, o Exército dos EUA tenha informado que deu apoio aéreo às operações iraquianas.
Basra, segunda cidade mais importante do país, foi o centro de intensos combates entre o Exército Mehdi – milícia do Moqtada al-Sadr – e as tropas iraquianas desde segunda-feira passada, que deixaram pelo menos 325 pessoas mortas em todo o Iraque.