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Governo interino da Venezuela exonera esposa de suposto laranja de Maduro

Camilla Fabri de Saab deixa viceministério de Comunicação Internacional por decisão da presidenta interina

Redação Jornal de Brasília

23/02/2026 16h12

Foto: Federico Parra / AFP

Foto: Federico Parra / AFP

A esposa de Alex Saab, apontado como laranja de Nicolás Maduro, foi destituída do cargo que ocupava no governo da Venezuela, em meio a uma nova reforma do gabinete da presidente interina Delcy Rodríguez.

“Designei Rander Peña como vice-ministro para Comunicação Internacional (…) Agradecemos a Camilla Fabri de Saab por seu desempenho à frente deste Gabinete”, indica um comunicado da presidente Rodríguez, que assumiu funções temporárias após a queda de Maduro em 3 de janeiro, em uma operação militar americana.

Saab foi detido em 2020 em Cabo Verde e extraditado aos Estados Unidos em outubro de 2021. A Venezuela qualificou o caso como “sequestro”, enquanto o defendia como um “herói”. Fabri foi uma das principais porta-vozes durante sua prisão.

Ele retornou dos Estados Unidos como parte de uma troca de prisioneiros e se incorporou ao governo em outubro de 2024.

Rodríguez o afastou em janeiro. Ele estava à frente do Ministério da Indústria e também das Investimentos Internacionais.

No início do mês, veículos americanos noticiaram que Saab havia sido capturado. No entanto, uma fonte com conhecimento do caso afirmou sob anonimato à AFP que Saab, originário da Colômbia, estava em sua casa.

Saab se vinculou ao governo venezuelano nos últimos anos da gestão de Hugo Chávez (1999-2013) e chegou a administrar uma gigantesca rede de importações para o governo de Maduro.

Ele esteve à frente das importações de produtos para o programa de venda de alimentos subsidiados conhecido como Clap, envolvido em denúncias de corrupção.

As mudanças no gabinete ocorrem em meio às pressões de Washington após a captura do líder de esquerda e de sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro.

Ambos enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York, onde o governante se declarou “prisioneiro de guerra”.

AFP

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