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Mundo

Governo golpista diz que chanceler e assistente de Zelaya prejudicam Honduras

Arquivo Geral

14/10/2009 0h00

O Governo de fato de Honduras condenou hoje Patricia Rodas, chanceler do presidente deposto, Manuel Zelaya, e seu assistente presidencial Arístides Mejía, que tem funções de vice-presidente, por estarem “danificando a imagem democrática” do país.

O chanceler do Governo golpista hondurenho, Carlos López, disse em comunicado que enquanto as partes estão na mesa de diálogo para buscar uma solução para a crise política de Honduras, Rodas “se dedicou a pedir no exterior a aplicação de mais medidas discriminatórias contra nosso povo”.

Chamada por López de “ex-funcionária” do Governo de Zelaya, Rodas também se dedicou “a faltar com a verdade e distorcer a realidade sobre a situação dos direitos humanos no país”, acrescenta o ministro do Governo de fato presidido por Roberto Micheletti.

Segundo López, Rodas cometeu “crime eleitoral ao conspirar contra as eleições gerais de 29 de novembro”.

O ministro das Relações Exteriores de fato disse também que, “neste momento de diálogo nacional, o chamado deve ser à sensatez e não ao rancor”, e que as declarações de Rodas na segunda-feira passada em Nova York “deixam muito a desejar do ponto de vista político, ético e patriótico”.

A chanceler de Zelaya pediu aos Estados Unidos para que apliquem “sanções diretas” contra os responsáveis pelo Governo golpista hondurenho.

Rodas disse na segunda-feira em entrevista coletiva em Nações Unidas que as autoridades de Washington “poderiam aplicar sanções diretas contra os responsáveis pelo golpe de Estado” em Honduras, ocorrido em 28 de junho.

Em outra declaração, a Secretaria de Relações Exteriores comandada por Carlos López diz que Arístides Mejía tem visitado vários países da América e da Europa “danificando a imagem democrática” de Honduras.

Mejía também estaria causando “prejuízos econômicos ao povo de Honduras”, acrescenta a nota.

A Chancelaria do Governo de Micheletti aponta que o vice-presidente hondurenho escolhido no pleito de novembro de 2005 foi Elvin Santos, que deveria ficar no cargo até 27 de janeiro de 2010.

No entanto, Santos renunciou no ano passado para se candidatar à Presidência e devido a diferenças com Zelaya.

“O senhor Arístides Mejía Carranza nunca foi eleito vice-presidente de Honduras”, diz a nota.

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