O Governo das Filipinas e a rebelde Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI) assinaram um acordo para proteger a população civil e evitar ataques a suas propriedades, colégios, hospitais e centros religiosos, informaram hoje fontes oficiais.
As duas partes selaram o acordo na terça-feira na Malásia, país que há nove anos atua como mediador para a paz nas Filipinas, segundo a edição digital do diário “Inquirer”, que teve acesso a uma cópia do texto.
“O componente da proteção civil seguirá vigente ainda que a Missão Internacional de Observadores cesse suas operações”, estabelece o pacto.
Uma das condições do FMLI, a principal organização muçulmana separatista das Filipinas, para voltar à mesa de negociações era a assinatura desse documento.
As conversas de paz estão paralisadas desde que a Suprema Corte das Filipinas bloqueou, em agosto de 2008, um memorando de entendimento que Governo e insurgentes haviam pactuado e que abria o caminho para um acordo definitivo.
Fundada oficialmente em 1984, a FMLI conta com mais de 12 mil combatentes que lutam a favor de um Estado islâmico no sul do país.