Menu
Mundo

Governo filipino e guerrilha muçulmana dão início a conversas de paz

Arquivo Geral

09/02/2011 9h50

O Governo das Filipinas e a guerrilha muçulmana Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI) retomaram nesta quarta-feira, em Kuala Lumpur, capital da Malásia, as conversas de paz com o objetivo de pôr fim a quatro décadas de conflito.

Marvic Leonen, o negociador do Governo, confirmou que as conversas – as primeiras desde que Benigno Aquino assumiu a Presidência do país em 2010 – são realizadas na Malásia, país que serve de intermediário desde 1997.

Aquino colocou como prioridade o relançamento do processo de paz depois que as anteriores tentativas sob o mandato de Gloria Macapagal Arroyo fracassaram em 2008, quando a Corte Suprema rejeitou dar maior autonomia aos muçulmanos.

Nos últimos meses, os dois lados deram declarações de boa vontade e o presidente filipino se mostrou disposto a adequar a Constituição para um possível novo status dessas regiões do sul do arquipélago.

As negociações têm início em um momento de divergências no seio da FMLI pela divisão de uma de suas facções, o que deixou cerca de 20 mortos nas últimas semanas.

Aquino anunciou nesta quarta-feira que emitiu uma ordem de detenção contra os dois maiores líderes deste novo grupo, que afirma dispor de mil combatentes.

A ilha de Mindanao é agora o reduto de quatro milhões de muçulmanos que convivem com nove milhões de católicos.

A FMLI nasceu de uma cisão da Frente Moro de Libertação Nacional quando este grupo aceitou negociar com o Governo filipino uma solução que não fosse a independência.

A organização conta na atualidade com cerca de 12 mil militantes é o maior grupo separatista das Filipinas.

Quase quatro décadas de conflito étnico, religioso e tribal deixaram milhares de mortos e cerca de dois milhões de refugiados em uma das áreas mais pobres do arquipélago.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado