Representantes do Governo espanhol e das organizações de transportadores de mercadorias debateram hoje possíveis medidas para acabar com uma greve que gerou bloqueios em diferentes estradas do país.
No entanto, view os problemas de fornecimento de produtos não estiveram em pauta.
Os transportadores autônomos protestam pela forte alta do preço dos combustíveis e também desejam a fixação de uma tarifa mínima obrigatória abaixo da qual nenhum transportador poderia trabalhar.
O dia de hoje foi marcado por obstruções de estradas, cheap engarrafamentos e o bloqueio da fronteira francesa, pharmacy embora na metade da tarde, a situação já tivesse melhorado.
O diretor-geral de Transportes por Estrada, Juan Miguel Sánchez, afirmou que as medidas do Executivo estão “amadurecidas” e “serão colocadas sobre a mesa” em breve, o que permitirá chegar a um acordo com o setor “a curto prazo”.
Sánchez explicou que entre as iniciativas do Governo estão incluídas medidas fiscais de caráter permanente e outras provisórias, como uma possível revisão da tarifa de cotação à seguridade social dos transportadores, disposições para diminuir o custo do transporte e iniciativas para uma melhor eficiência energética.
O presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, disse em reunião de seu partido que “há margem para a negociação” e mostrou sua compreensão com os grupos mais afetados pela alta do combustível, como os transportadores, os pescadores, os agricultores e os criadores de gado.
Zapatero lembrou que o Governo não pode baixar o preço do petróleo, mas sim, buscar um acordo que, na medida do possível, minimize o encarecimento dos combustíveis.
Neste contexto, a Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias (CETM) admitiu os avanços na negociação, ao contrário da Federação Nacional de Associações de Transportadores da Espanha (Fenadismer).
Quanto às conseqüências da greve, além da obstrução de estradas, foram registrados problemas na distribuição de combustíveis.
Mais de 40% dos postos de gasolina da Catalunha e 15% dos de Madri ficaram sem combustível e uma situação similar ocorre em outros pontos da Espanha.
Juan Miguel Sánchez disse que as forças de segurança do Estado garantirão a circulação e, caso necessário, criarão um comboio “para fornecer combustível onde faça falta”, embora tenha explicado que “não é previsível” que grandes problemas ocorram.
Enquanto isso, os principais mercados centrais em Madri e Barcelona estão abastecidos para os próximos dias, embora os produtores de alimentos frescos, em particular de frutas e hortaliças, comecem a sentir as conseqüências dos bloqueios.
Os hipermercados e supermercados também contam com reservas. No entanto, as principais associações de consumidores desaconselharam hoje os cidadãos que armazenem alimentos.
Quanto aos protestos dos pescadores, as frotas de abastecimento da Comunidade Valenciana, Catalunha, Guipúzcoa e Vizcaya se somaram à greve, fazendo com que 85% dos navios permaneçam atracados, segundo a Confederação Espanhola de Pesca.
Na Galícia, 80% da frota de alto-mar de Vigo estão atracados, a da Cantábria permanece no porto e desde Astúrias, os navios de abastecimento “estão quase todos no mar”, especialmente os das zonas central do litoral regional, enquanto a frota de alto-mar protagoniza uma greve em escala.
Os pescadores de diferentes pontos da Espanha se reunião nesta semana em Madri para firmar uma data de mobilizações, como decidiram hoje.