O Governo egípcio reiterou nesta sexta-feira seu compromisso de não usar a força para retirar da praça Tahrir os oposicionistas, que desde semana passada se reuniram para pedir a renúncia do presidente Hosni Mubarak.
A promessa foi feita pelo primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, em declarações à televisão reproduzidas parcialmente pelo escritório de informação do Governo.
“Os manifestantes não serão tirados à força da praça Tahrir”, afirmou Shafiq.
O primeiro-ministro ressaltou que “os manifestantes são livres para ficar na praça Tahrir” e que “nenhuma pessoa será detida por participar dos protestos enquanto não cometer atos de violência ou vandalismo”.
Previamente, o vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, e um porta-voz das Forças Armadas tinham declarado que o Governo não pretendia reprimir os manifestantes da oposição.
A praça Tahrir se transformou em palco de protestos que tiveram início em 25 de janeiro, ao calor das manifestações que culminaram na queda do presidente tunisiano, Zine El Abidine Ben Ali.