O porta-voz do governo, Alfred Mutua, também disse que será mantida durante várias semanas a proibição de manifestações, o que afetará a concentração convocada para a próxima quinta-feira pela oposição.
Em entrevista coletiva, Mutua disse que não tinha o número de feridos, mas afirmou que a violência que explodiu no sábado causou o deslocamento de cerca de 75.000 pessoas. Até hoje, os meios de comunicação locais cifraram em mais de 180 as vítimas fatais registradas até agora, mas os confrontos esporádicos registrados hoje cidade Kisumu podem elevar essa apuração provisória.
O porta-voz oficial afirmou que a imprensa estrangeira está “exagerando” os alcances da violência pós-eleitoral, que atribuiu a uma minoria integrada por “grupos de arruaceiros”.
Mutua acrescentou que, por causa da proibição oficial para qualquer tipo de manifestações, também não está autorizado o ato convocado para quinta-feira na capital pelo líder opositor Raila Odinga.
Odinga acusa o governo de ter realizado operações fraudulentas na apuração das eleições da quinta-feira, que deu como vencedor o presidente Mwai Kibaki, candidato à reeleição. Além disso, o porta-voz do governo anunciou que Kibaki levará entre duas ou três semanas para nomear seu próximo gabinete.