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Mundo

Governo do primeiro-ministro israelense é posto em xeque com novos ataques

Arquivo Geral

26/03/2008 0h00

Os combates protagonizados pelas milícias fiéis ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr, viagra 60mg que retomaram as armas após meses de relativa calma, order puseram em xeque o Governo do primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, que ameaça com graves punições caso seu ultimato não seja cumprido.

Pelo menos 58 pessoas morreram e 250 ficaram feridas nos combates travados entre o Exército iraquiano e a milícia Exército Mehdi, de al-Sadr, que começaram em Basra na noite de segunda-feira e se estenderam a outras zonas do Iraque.

Para evitar a intensificação dos combates, al-Maliki, deu hoje um ultimato à milícia para que abandone as armas em 72 horas, se não quiser receber uma “grave punição”.

Os conflitos acontecem quase um ano depois que al-Sadr anunciou unilateralmente uma trégua nas hostilidades de seis meses, renovada em fevereiro desse ano, com suposto objetivo de dar uma oportunidade ao Governo para acabar com a violência sectária.

A medida tomada pelo clérigo xiita foi considerada um dos principais fatores que contribuíram para a diminuição da violência no país – que no final do ano passado voltou aos níveis anteriores à explosão da violência sectária, em fevereiro de 2006 e que levou o Iraque à beira da guerra civil.

Os combates desta semana começaram aparentemente após o lançamento de uma operação de segurança em Basra e coincidiu com a visita do primeiro-ministro iraquiano à cidade.

Soma-se à tensa situação o pedido de desobediência civil feito por Sadr a seus seguidores, em protesto pela política do Governo, ao qual acusa de querer desarmar suas milícias.

Esta situação pode pôr em perigo a frágil estabilidade conseguida graças à aplicação do plano de segurança chamado “Aplicamos a Lei”, lançado por al-Maliki em fevereiro de 2007.

Além disso, também poderia aprofundar a crise política que explodiu em abril do ano passado, quando os seis ministros que a corrente de Sadr mantinha no Governo se retiraram do Executivo, sendo seguidos por vários grupos como a Frente do Consenso Iraquiano, principal força sunita do país.

Estes combates representam, além de uma ameaça política, um desafio para o Governo e a sua capacidade de manter a segurança no país, já que este é o primeiro conflito de grande envergadura enfrentado pelas forças iraquianas em Basra desde que, em dezembro de 2007, as tropas britânicas passaram o controle da segurança na província de Basra.

Desde 2003, as tropas da coalizão lideradas pelos Estados Unidos já cederam aos iraquianos as províncias de Al-Muthana, Zi Qar e Maysan, todas elas de maioria xiita e situadas no sul do país.

Os incidentes na Cidade de Sadr, onde morreram pelo menos 20 pessoas e 115 ficaram feridas, e em Basra, onde houve em torno de 38 mortes e 134 feridos em dois dias de combates, coincidem com o grande número de ataques e atentados a outras cidades do sul do país e em outras áreas da capital iraquiana.

Em bairros de maioria xiita no sul de Bagdá, ocorreram combates entre insurgentes e as forças de segurança, assim como na cidade de Kut.

Nas localidades de Amara, 350 quilômetros ao sul de Bagdá, e Hilla, 100 quilômetros ao sul da capital, pelo menos oito militares iraquianos morreram hoje e onze veículos blindados foram incendiados em dois ataques de homens armados, embora ainda não haja confirmação de que estejam vinculados à milícia de al-Sadr.



 

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