O Governo chileno anunciou hoje que pretende instalar uma rede de sismógrafos em todo o país, this site após o terremoto do último dia 14 na região norte, remedy que deixou dois mortos, 160 feridos e mais de 15 mil desabrigados.
Após admitir que falta tecnologia de ponta no país para isso, o ministro da Presidência, José Antonio Viera-Gallo, assegurou que há um projeto nesse sentido que está sendo desenvolvido pelo Ministério do Interior.
“Há um projeto do Ministério do Interior e da Universidad de Chile, liderado por um consórcio de universidades, a fim de estabelecer esta rede de sismógrafos em todo o território nacional”, comentou Viera-Gallo em reunião com jornalistas estrangeiros.
O terremoto do último dia 14, de 7,7 graus na escala Richter, atingiu dois mil quilômetros de território e foi sentido também em Brasil, Peru, Bolívia e Argentina, evidenciou a falta de uma rede de sismógrafos moderna no Chile.
Segundo relatório da Universidad Católica del Norte, o Chile é um dos países de maior movimento sísmico do mundo, e “infelizmente isso não se reflete de forma proporcional com estações sismológicas que permitam um monitoramento contínuo desses movimentos”.
O estudo informa, por exemplo, que o norte do Chile é monitorado por duas das únicas três redes sismológicas de todo o país: a de Antofagasta, que permitiu analisar a seqüência do terremoto de 1995 e a de Arica, que foi ampliada até Iquique.
Viera-Gallo também reconheceu certa lentidão e descoordenação da Oficina Nacional de Emergência (Onemi) no combate ao terremoto do dia 14, que deixou na cidade de Tocopilla 80% das casas com danos estruturais.
“Eu acho que a Onemi tem de tirar conclusões do ocorrido, porque se a magnitude tivesse sido maior e em distâncias ainda maiores, poderíamos ter tido dificuldades piores”, acrescentou Viera-Gallo.