“Podemos informar que o senhor Manuel Zelaya não solicitou salvo-conduto, nem asilo político, requisitos indispensáveis para que possa sair do país. Também nenhum país solicitou nada”, disse.
Segundo o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, Zelaya e o presidente eleito de Honduras, Porfírio Lobo, aceitaram se reunir nos próximos dias em seu país para abrir um diálogo político que permita resolver a crise hondurenha.
“Esperamos que com esta decisão não haja nenhuma dificuldade para que o presidente Zelaya possa sair de Honduras e não se estabeleça nenhuma condição ou obstrução” por parte do governo de fato “para que ele possa viajar à República Dominicana”, afirmou Fernández.
Zelaya, que não confirmou se viajará para o país localizado na ilha Hispaniola, agradeceu hoje a Fernández seu interesse em ver resolvida a crise em Honduras, o que qualificou como “um enorme gesto de cooperação de sua parte”, informou à Agência Efe o porta-voz do presidente deposto, Rasel Tomei.
O presidente dominicano deverá se reunir no domingo com Zelaya e na segunda-feira com Lobo, que ontem viajou de férias para os Estados Unidos.
Zelaya tentou sair da embaixada do Brasil em Tegucigalpa na última quarta-feira com a intenção de viajar ao México, mas o governo de fato não autorizou um pedido de salvo-conduto. Na ocasião, Zelaya disse que teria sido pressionado pela administração do governante interino, Roberto Micheletti, a renunciar oficialmente à presidência.