O chanceler do Governo de Roberto Micheletti, order Carlos López, assegurou hoje que é “muito pouca” a presença militar que Honduras e Nicarágua mantêm junto à linha fronteiriça cruzada brevemente pelo presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya.
Há “muito pouca presença militar de um e outro lado da fronteira”, disse López ao se referir à situação que prevalece no setor do posto limítrofe de Las Manos.
Acompanhado de seguidores e pessoal de segurança da Nicarágua, Zelaya cruzou a linha fronteiriça, permaneceu duas horas em solo neutro e voltou ao lado nicaraguense, onde continua à espera de dialogar com a cúpula das Forças Armadas de Honduras.
Seguidores do governante deposto se mantinham cerca de 12 quilômetros de Las Manos, assim como sua família.
Pouco antes de Zelaya cruzar a fronteira, militares e policiais hondurenhos mantiveram pelo menos dois confrontos com simpatizantes do líder, deixando dois feridos, confirmou à Agência Efe o próprio presidente deposto.
O chanceler também assegurou que “muito pouca gente” tentou chegar até o posto fronteiriço para receber Zelaya.