O Governo golpista de Honduras qualificou hoje de “intervencionismo inédito” o recente pedido do Brasil aos Estados Unidos para adiar as eleições que se celebrarão no próximo domingo no país centro-americano.
“Lamentamos profundamente as declarações do senhor Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, em sua intenção de propor perante o Departamento de Estado dos EUA a postergação do exercício do sufrágio em nosso país”, expressou em comunicado a Chancelaria hondurenha.
“Ditas expressões refletem um intervencionismo inédito de parte de um Governo nos assuntos internos de nossa nação”, acrescentou.
O pedido do Brasil para adiar as eleições em Honduras até que seja restituído o deposto presidente, Manuel Zelaya, foi colocada no último dia 17 e rejeitada pelos EUA, segundo versões do jornal Estado de São Paulo recolhidas hoje por meios de comunicação hondurenhos.
Zelaya permanece desde o dia 21 de setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, após voltar clandestinamente a Honduras, de onde tinha sido expulso pelos militares em 28 de junho.
A Chancelaria afirmou, além disso, que Honduras “se encaminha com passo seguro à realização de eleições gerais”, às que o Tribunal Supremo Eleitoral convidou a Governos e organismos para que enviem observadores.