Menu
Mundo

Governo de fato rejeita anistia política por estar <i>acima</i> de acordo

Arquivo Geral

12/12/2009 0h00

O Governo de fato de Honduras rejeitou nesta sexta-feira a anistia política como uma saída para a crise que vive o país por causa da deposição de Manuel Zelaya porque “está acima ” do acordo de Tegucigalpa-São José.

“A anistia não é competência do Governo (…) os negociadores do senhor Zelaya e os negociadores do presidente (de fato, Roberto) Micheletti a eliminaram do Acordo de Tegucigalpa-San José; então, não tem razão ela aparecer agora de novo”, disse a jornalistas o chanceler de fato, Carlos López.

López acrescentou que “fazer exigências acima do Acordo de Tegucigalpa-San José não faz sentido”.

As palavras de López surgem depois que os presidentes do Panamá, Ricardo Martinelli, e da Costa Rica, Óscar Arias, disseram na terça-feira ao governante eleito hondurenho, Porfirio Lobo, que a comunidade internacional pede anistia política para Zelaya, que permanece na embaixada do Brasil desde o mês de setembro.

Outros pedidos de Arias e Martinelli a Lobo foram que Micheletti renuncie, porque o Congresso Nacional já rejeitou a restituição de Zelaya, e que se integre o Governo de reconciliação estabelecido no acordo.

Sobre Micheletti, López indicou que “certamente” continuará no cargo até o dia 27 de janeiro próximo, quando assumirá Lobo, pois “para isso o elegeram no Congresso” após a deposição de Zelaya.

Ele acrescentou que insistir na anistia política seria “uma ingerência nos assuntos internos de Honduras”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado