O ministro de Defesa colombiano, visit web Juan Manuel Santos, disse hoje, após a confirmação da libertação de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que o país espera que a guerrilha liberte os outros 700 seqüestrados que tem em seu poder.
Em declarações à imprensa na sede do Ministério da Defesa, Santos disse que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirmou que Rojas e González foram entregues à missão humanitária.
Entre os cerca de 700 seqüestrados das Farc figura um grupo de políticos, estrangeiros, militares e policiais que os rebeldes pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos.
Rojas e González de Perdomo faziam parte desse grupo, que conta com a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, que também possui nacionalidade francesa, além de três americanos.
O ministro Santos disse que Rojas e González de Perdomo foram recebidas pelo CICV em uma região selvática do departamento de Guaviare, entre as cidades de La Paz e Taomachipán, cerca de 100 quilômetros a sudeste da capital departamental San José del Guaviare.
O ministro acrescentou que o Governo colombiano “está disposto” a facilitar operações similares à de hoje, que contou com a participação do Governo venezuelano, para que as Farc “libertem incondicionalmente” os demais seqüestrados.
O ministro revelou que as tropas do Exército que estão em Guaviare observaram a missão de hoje “quietas”, e a uma distância de dois quilômetros.
Santos confirmou ainda que a operação aconteceu sem a presença de delegados internacionais, como exigia a guerrilha, como uma prova de que o Governo “tem a melhor das intenções”.
“Foram cumpridas todas as regras de jogo. O governo sempre cumpriu”, disse.