O Governo alemão aprovou hoje o Orçamento Geral do Estado para 2010, que contempla um endividamento de quase 86 bilhões de euros, mais que o dobro do que o desse ano.
Com isso, o Governo germânico deu luz verde para o maior endividamento na história da Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial, devido fundamentalmente às medidas estipuladas para enfrentar à crise financeira e econômica que sofre o país.
Ao orçamento alemão para 2010, soma-se uma despesa total de 325,4 bilhões de euros, enquanto a receita calculada pelo novo Governo de coalizão entre a União – democratas-cristãos e social-cristãos bávaros (CDU/CSU) – e liberais (FDP) só alcançarão 239,6 bilhões de euros.
Pela autorização, o erário inclui um aumento do endividamento de 48,3 bilhões de euros, frente ao presente ano até chegar a 85,8 bilhões de euros.
Acrescenta-se a isso um déficit de 14,5 bilhões que faz parte de um orçamento paralelo com o qual são financiadas algumas medidas de impulso econômico, mas que não estão contabilizadas no erário geral.
O forte aumento do endividamento é consequência do elevado custo dos programas conjunturais para enfrentar à crise e o primeiro pacote de reduções tributárias da nova coalizão, assim como outras medidas estipuladas pela União e o FDP.
Despesas suplementares na educação e outros pagamentos para compensar um maior retrocesso das receitas previstas pelos diferentes estados não estão contempladas no orçamento.
Os orçamentos para 2010 deverão ser debatidos e aprovados pelo Bundestag, o Parlamento federal, no final de março, enquanto o Governo deve esperar até o final de maio, quando serão apresentados os primeiros cálculos sobre as receitas fiscais, para definir sua política de economia a partir de 2010.