Menu
Mundo

Governo colombiano diz que não há mais confiança para negociar com rebeldes das Farc

Arquivo Geral

07/01/2008 0h00

O governo da Colômbia afirmou hoje que “não há confiança” para negociar com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após a fracassada entrega de três reféns por parte do grupo guerrilheiro e de ter ficado comprovado que um dos seqüestrados não era o menino Emmanuel.


O ministro do Interior e Justiça colombiano, what is ed Carlos Holguín Sardi, ambulance declarou que ficou provado que “não se pode negociar nem com os enganadores nem com os mentirosos”.


As Farc ofereceram em 18 de dezembro último libertar a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas, seqüestrada em 2002, Emmanuel, o filho que ela teve com um rebelde em 2004, e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo, refém desde 2001.


Para isso, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, facilitou uma operação humanitária que estava sob responsabilidade do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, com a presença de fiadores de sete países.


Mas em 31 de dezembro as Farc argumentaram que não entregavam os reféns por supostas operações militares na área onde os seqüestrados seriam libertados.


O presidente colombiano, Álvaro Uribe, revelou que o Estado tinha em seu poder há mais de dois anos uma criança que resultou ser Emmanuel.


O ministro do Interior pediu, em entrevista à “Radio Caracol”, que “exijam das Farc que libertem a todos os seqüestrados, porque já não há confiança para negociar com esse grupo”.


“Por isso já não há mais acordos ou mais missões humanitárias para que as Farc brinquem com todos, com a comunidade internacional”, declarou.


Sardi considerou que aos rebeldes do grupo guerrilheiro “já não resta nem território nem capacidade operacional, salvo alguns incidentes terroristas que venham a atender a seu afã demencial de provocar danos, e por isso não se pode ter consideração (com eles) de nenhuma natureza”.


Horas antes, o ministro das Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, assegurou que falou com seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, para superar “o ruído” existente entre os dois países.


Araújo disse que o Governo colombiano não tolerará mais comissões humanitárias internacionais como a proposta pelo presidente da Venezuela, já que esta era “propícia” às Farc.


“Esta comissão, que veio em um ato de transparência e de abertura do Governo colombiano, chegou com um discurso muito carregado contra o Governo e muito propício às Farc, colocando sempre em dúvida os relatórios que o Governo dava e registrando sempre como reais as mentiras das Farc”, expressou o ministro colombiano.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado