O Governo do Chile elevou hoje a 147 o número de mortos no terremoto de mais de 8 graus na escala Richter que abalou o centro e o sul do país nesta madrugada.
O número foi divulgado pela diretora do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), Carmen Fernández, que destacou que a quantidade de mortos pode aumentar.
Sobre os desaparecidos, que a imprensa local cifra em 100, Fernández disse que se trata de dados ainda preliminares que precisam ser confirmados.
Quanto aos desabrigados, afirmou que só na região do Bío-Bío, uma das mais castigadas pelo tremor, 400 mil pessoas foram prejudicas.
De acordo com ela, ainda é preciso avaliar a situação de cada família para determinar se realmente podem ser tratadas como desabrigadas.
Carmen disse que aceitará a oferta do presidente eleito, Sebastián Piñera, de permanecer no cargo depois de 11 de março, data da mudança de poder no Chile.
O governador de Bío-Bío, Jaime Tohá, disse que os mortos podem chegar a 60 só na região, em cuja capital, Concepción, teme-se que até 60 pessoas estejam presas em escombros de um prédio de 14 andares que desabou.
O terremoto aconteceu hoje às 3h36 (na hora local e em Brasília) com epicentro na região de Bío-Bío, a 500 quilômetros de Santiago e a 90 quilômetros da capital regional, Concepción.
O sismo chegou a ser sentido em alguns bairros de São Paulo e teve 8,8 graus de magnitude na escala Richter, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Foi gerado um tsunami no Oceano Pacífico que chegará ao Havaí pouco depois das 18h (Brasília), como informou a Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA, na sigla em inglês)
A NOAA emitiu ainda um alerta de tsunami para uma ampla área do Pacífico, incluindo México, Peru, Equador, Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Indonésia, Japão e Filipinas, além do Chile.