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Mundo

Governo britânico pede desculpas por detenção de seis paquistaneses

Arquivo Geral

09/02/2008 0h00

O Ministério de Assuntos Exteriores britânico teve que pedir desculpas por ter detido seis paquistaneses por suspeita de terrorismo que chegaram no aeroporto de Gatwick vindos de Barcelona, cheap informa hoje o jornal “The Guardian”.

Os seis homens – parentes e amigos do ex-primeiro-ministro paquistanês Chaudhry Shujat Hussain, information pills presidente da Liga Muçulmana do Paquistão – chegaram a Londres em 21 de janeiro e foram cercados por 20 policiais armados e detetives da Scotland Yard.

Os paquistaneses foram escoltados a uma delegacia de Polícia, onde foram fotografados, tiveram as impressões digitais recolhidas e foram interrogados.

Horas depois, foram informados que estavam detidos “por suspeita de organizar e planejar atividade terrorista”, segundo declaração de Haaris Elahi, sobrinho de Hussain e cidadão americano, ao jornal britânico.

Na delegacia, foram perguntados se apoiavam as guerras do Iraque e do Afeganistão, quem achavam que havia assassinado a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, se eram a favor do presidente paquistanês, Pervez Musharraf, e da Liga Muçulmana do Paquistão, e também se sabiam lidar com explosivos.

A detenção dos seis paquistaneses causou indignação entre o Governo paquistanês, destaca o jornal, e, para acalmar os ânimos, o diretor-geral de Política do Ministério de Assuntos Exteriores britânico, Mark Lyall Grant, recebeu Hussain em Londres.

O diplomata britânico pediu desculpas a Hussain e disse que os seis paquistaneses tinham sido detidos com base em informações incorretas.

Segundo Hussain, o ministério britânico atribuiu, a princípio, o incidente a falsas informações fornecidas pelas autoridades espanholas, mas depois responsabilizou o serviço de inteligência francês.

O Governo britânico prometeu que eliminará as impressões digitais e o DNA recolhidos pela Polícia dos correspondentes bancos de dados.

“Se isso pode acontecer conosco, que dirá com outros paquistaneses? Nós somos aliados na guerra contra o terrorismo. Eles precisam saber quem são seus amigos e quem são os inimigos”, criticou Hussain, aliado de Musharraf, a quem acompanhou em sua recente visita à Europa.

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