O número é o pior desde o final da Segunda Guerra Mundial e é consequência de uma recessão que, segundo Darling, poderá ser superada graças às medidas orçamentárias propostas pelo Governo.
Na apresentação das contas no Palácio de Westminster, o ministro confirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) contraiu 1,6% no último trimestre de 2008 e que o número “será semelhante” para o primeiro trimestre de 2009.
“Minha previsão é que o retrocesso do PIB para todo o ano será de 3,5%, na linha de outras previsões independentes”, disse Darling, que previu que a recuperação chegará em 2010, graças “à recuperação da demanda mundial, aos benefícios dos preços baixos e das medidas substanciais iniciadas”.
“Prevejo um crescimento de 1,25% em 2010”, anunciou o ministro, que declarou que esse crescimento se cimentará em uma expansão do investimento em empresas das indústrias do futuro, como as de baixas emissões de gases poluentes, as manufatureiras mais avançadas e as telecomunicações.
O PIB de 2010 será positivo, mas Darling considerou que os primeiros sinais de crescimento começarão a ser vistos “por volta do final” de 2009, um ano difícil, mas no qual “a economia britânica sofrerá menos que a Alemanha, menos que o Japão, menos que a Itália e menos que toda a zona do euro”.
“A economia britânica é diversa, flexível e forte, razão pela qual podemos ter confiança na recuperação”, disse o ministro da Economia, acrescentando que a inflação continuará “caindo bruscamente, situando-se em 1% este ano”.
Em 2011, concluiu Darling, a recuperação será um fato, com uma taxa de crescimento do PIB em torno de 3,5%, para se consolidar nos anos seguintes em torno de 2,75%.