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Mundo

Governo argentino critica <i>novo gesto de intemperança</i> do campo

Arquivo Geral

07/05/2008 0h00

O Governo argentino qualificou hoje de um “novo gesto de intemperança” a decisão das patronais agropecuárias de retomar os protestos contra a política oficial para o setor e pediu que eles “recuperarem a sensatez”.

A afirmação foi feita pelo chefe do Gabinete de ministros, pharmacy Alberto Fernández, page depois que as quatro principais entidades rurais do país resolveram retomar a greve comercial suspensa há cinco semanas, ed após considerar que nesse período de “trégua” não houve avanços na negociação com o Executivo.

Após se mostrar “muito assustado” com o reinício dos protestos do campo e dizer que o Executivo teve uma “enorme generosidade” nas negociações com o setor, o chefe de Gabinete de ministros pediu que “cada um assuma o que diz e se responsabilize pelo que faz”.

“As pessoas se sentem enganadas por confiar nele. Sempre apostei no diálogo e em tratar encontrar uma saída” ao conflito, declarou à emissora local “Radio 10” Fernández, que nas últimas semanas manteve várias reuniões com os dirigentes agropecuários.

Depois que as patronais rurais resolveram não comercializar, a partir de hoje e até 15 de maio, grãos destinados à exportação, alguns produtores ameaçaram bloquear a circulação de veículos que transportam essa mercadoria.

Em entrevista coletiva, as entidades do campo disseram que neste novo protesto, de oito dias, serão realizadas mobilizações “à beira das estradas” e assembléias em diferentes pontos do país.

Além disso, afirmaram que “o restabelecimento à população é prioritário” e que “é preciso facilitar a livre circulação” de transportes de alimentos destinados ao consumo doméstico.

Os produtores tinham realizado durante três semanas uma greve comercial com bloqueios de estradas, pedindo uma política agropecuária integral e a suspensão de um novo esquema de impostos móveis às exportações de grãos.

A medida, que provocou desabastecimento e encarecimento de alimentos, foi suspensa em 2 de abril pelo prazo de um mês, para habilitar as negociações entre as entidades do campo e o Governo, que estiveram infestadas de tensão, passeatas e contramanifestações.

Alberto Fernández lembrou que a última greve “deixou a Argentina sem abastecimento durante duas semanas”, e disse que “nesses dias os preços subiram entre 13% e 16%”.

“Seis semanas depois não podemos voltar aos preços de origem”, apontou.

Em “carta aberta aos argentinos” divulgada hoje à noite, as patronais rurais indicaram que seu “compromisso com o diálogo foi total (…), apesar das contínuas desqualificações” que sofreram.

“Também nos mobilizamos porque não podemos compreender que em um país rico, com uma enorme produção de alimentos, haja pobres”, ressaltaram.

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