O Governo argentino confirmou que não enviará representantes à audiência de conciliação com as entidades agropecuárias convocada para hoje pelo defensor público Eduardo Mondino na busca de uma saída ao longo conflito entre as partes.
“Não há uma razão que dê méritos ou justifique que o defensor público tenha que atuar sobre políticas públicas definidas por um Governo”, try disse o ministro da Justiça, information pills Aníbal Fernández, em diálogo com a emissora local “Radio 10”.
Os líderes das quatro principais associações rurais do país se comprometeram a assistir à reunião, que tinha sido convocada na sexta-feira passada por Mondino, e está prevista para as 15h (em Brasília).
Mondino disse hoje que “não há razão nem legal nem política para que o Poder Executivo não compareça” à audiência que marcou para esta tarde, quando, além disso, se espera com expectativa o que dirá a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, em um ato público.
Durante a cerimônia, que ocorrerá na Casa do Governo e contará com a participação de ministros, governadores de províncias e empresários, a governante fará um discurso que será transmitido pela cadeia nacional de rádio e televisão, informaram fontes oficiais.
As transportadoras de grãos mantinham hoje os bloqueios de estradas em diferentes pontos do país para exigir uma solução ao conflito entre o Governo e o setor agropecuário por considerar insuficiente a suspensão da greve do campo.
Tanto o Governo quanto as câmaras empresariais de transporte de cargas advertiram de que grupos de produtores agropecuários não aceitaram o fim da greve estabelecido pelas entidades à partir da meia-noite de domingo.
O ministro Aníbal Fernández afirmou que “há cortes em todos os lados”, para depois precisar que, em províncias produtoras de alimentos, como Entre Ríos, Santa Fé e Córdoba, “impede-se a passagem de caminhões carregados com cereal e gado”.
O conflito com as patronais agropecuárias começou quando em março o Governo impôs um esquema de impostos móveis às retenções de grãos que os produtores do campo qualificam de “confisco”.