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Governador de Nova Jersey abole pena de morte no estado

Arquivo Geral

17/12/2007 0h00

O governador de Nova Jersey, more about John Corzine, assinou hoje a lei que institui o fim da pena capital no estado americano e comutou em prisão perpétua as sentenças de oito réus que estavam no corredor da morte.

“Este é um dia de progresso para nós e para as milhões de pessoas de nossa nação e do mundo que rejeitam a pena de morte como uma resposta moral aos que praticam o doloroso, e mesmo odioso, crime de assassinato”, disse o governador após a assinatura da lei.

Com a regra, Nova Jersey se tornou o primeiro estado a eliminar a pena de morte desde que a sentença foi restituída, em 1976, pelo Tribunal Supremo dos Estados Unidos. O projeto de lei foi aprovado na semana passada pelas duas câmaras do legislativo de Nova Jersey e só faltava o governador ratificar a norma para que esta fosse incluída na legislação estatal.

“Vi as reações apaixonadas a esta medida dos dois lados do problema e acredito fortemente que a substituição da pena de morte pela prisão perpétua sem liberdade condicional traduz melhor os mais altos valores de nosso estado e reflete nossos melhores esforços para encontrar a verdadeira justiça”, acrescentou Corzine.

Os primeiros beneficiados pela abolição foram os oito réus que estavam no corredor da morte do estado. “Para garantir que o objetivo da legislação seja implementado completamente, o governador comutou suas sentenças em prisão perpétua sem liberdade condicional no domingo à noite”, anunciou hoje o Governo de Nova Jersey em comunicado.

Manter uma punição que não se aplica no estado tem um custo para o erário de US$ 11 milhões ao ano, um valor que, segundo o texto do projeto, será voltado a ajudar as famílias das vítimas dos réus.

Quando o texto foi aprovado pelo Parlamento, Corzine anunciou que seria aprovado assim que pudesse e que não demoraria mais de “dois ou três dias”. Em seguida, seriam estudados “vários aspectos no projeto que queremos estar certos de que são examinados completamente”, afirmou.

A pena de morte em Nova Jersey não era aplicada desde 1963, quando Ralph J. Hudson, de Atlantic City, foi eletrocutado após ser condenado pelo assassinato de sua esposa.

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