Enquanto os esforços diplomáticos para conseguir libertar os reféns continuam, os dois políticos discutiram durante sua reunião em Downing Street, residência e escritório oficial do primeiro-ministro, sobre a grave situação dos britânicos.
Em seu encontro, Brown e Maliki abordaram também os avanços realizados para conseguir a reconciliação entre os grupos étnicos no Iraque e conversaram sobre a reconstrução da economia do país.
“Os dois primeiros-ministros falaram da necessidade de reconciliação no Iraque, do apoio do Reino Unido ao desenvolvimento econômico de Basra e da situação dos reféns”, declarou um porta-voz oficial de Downing Street.
Em um vídeo divulgado no dia 5 de dezembro, os seqüestradores ameaçaram matar os reféns caso as tropas britânicas não se retirem do país. Acreditava-se, a princípio, que a milícia Exército Mehdi, do clérigo xiita Moqtada al-Sadr, era responsável pelo seqüestro. Entretanto, a milícia negou qualquer envolvimento.
Os cinco cidadãos britânicos – um especialista em informática e seus quatro guarda-costas – foram capturados em 29 de maio no Ministério das Finanças iraquiano, no centro da capital.
Os seqüestradores vestiam uniformes das forças de segurança nacionais e chegaram em aproximadamente 40 viaturas à sede ministerial, situada fora da chamada Zona Verde de proteção em Bagdá.
Os guarda-costas seqüestrados trabalham, aparentemente, para a companhia canadense GardaWorld, uma das principais empresas de segurança no Iraque e que emprega vários ex-militares britânicos.