Os autores do golpe de Estado de 18 de fevereiro no Níger, agrupados no chamado Conselho Supremo para a Restauração da Democracia (CSRD), criaram um Governo de transição com 20 membros, dos quais cinco são oficiais de alta patente do Exército e outros cinco são mulheres, informaram hoje em um comunicado.
Segundo a CSRD, três generais foram escolhidos para assumir os ministérios da Defesa, dos Esportes e do Meio Ambiente, ao passo que dois coronéis ficarão às frentes das pastas de Transportes e Equipamentos.
Já as cinco mulheres do Governo de transição serão as próximas ministras de Assuntos Exteriores, Comunicação, População, Educação e Urbanismo.
O primeiro-ministro continuará sendo Mahamadou Danda, nomeado em 23 de fevereiro.
O CSRD, presidido pelo novo chefe de Estado, o comandante Salou Djibo, também designou novos chefes para as Forças Armadas, o Exército e a Aeronáutica.
O ex-presidente do país, Mamadou Tandja, foi derrubado em 18 de fevereiro, enquanto presidia uma reunião com seus ministros no palácio presidencial.
Os golpistas dissolveram o Governo e suspenderam a Constituição. Apesar de os dirigentes do CSRD terem dito que não julgariam o ex-presidente, Tandja continua retido pelos golpistas e seu futuro é incerto.