O conselho de administração da General Motors (GM) se reunirá nos próximos dias para definir os próximos passos diante da quebra inevitável da companhia, check provocada pela recusa dos credores em trocar a dívida por ações.
Um porta-voz da General Motors confirmou à Agencia Efe que o conselho de administração não se reunirá hoje, physician mas “no final da semana”, order mas não especificou se será na quinta ou na sexta-feira.
Mas, com quase toda a segurança, a conclusão dos diretores da companhia será declarar o gigante do automóvel americano em quebra diante da majoritária rejeição dos credores da General Motors ao plano de reestruturação da dívida criado pela companhia e pelo Departamento do Tesouro americano.
O plano previa a eliminação de pelo menos 90% dos US$ 27,2 bilhões de dívida não segurada da General Motors em troca de 10% das ações da nova companhia, que surgirá após a reorganização.
No entanto, os credores e detentores de títulos do que fora até o ano passado o principal fabricante de automóveis do mundo consideram que a oferta é um insulto, especialmente comparado ao que receberão os trabalhadores da General Motors e os credores da dívida segurada.
A General Motors reconheceu o fracasso de sua oferta, em comunicado divulgado pouco antes da abertura de Wall Street.
“A quantidade principal de dívida oferecida foi substancialmente inferior à quantidade requerida pela GM para satisfazer a redução exigida em seu acordo de empréstimo com o Departamento do Tesouro”, afirmou o fabricante, em comunicado.
A oferta de troca tinha expirado à meia-noite da terça-feira.
Dado que nenhuma das condições foi cumprida, a General Motors cancelou a oferta de troca de dívida por ações.
A troca era um dos requisitos do Governo americano para que a General Motors possa continuar recebendo dinheiro público.
Desde dezembro, Washington proporcionou ao fabricante US$ 19,4 bilhões, o que lhe permitiu continuar operando suas fábricas no país. No Canadá, a GM também teve que recorrer a empréstimos governamentais.
Como no caso da Chrysler, que está em concordata desde 30 de abril, a General Motors chegou a acordos com seus funcionários para reduzir custos trabalhistas e encargos financeiros relacionados com a dívida que a empresa mantém com eles.
A General Motors deve a seus trabalhadores cerca de US$ 20 bilhões em conceito de contribuições a um fundo de investimentos que tem que oferecer atendimento de saúde a empregados e aposentados.
Sem o acordo com os credores, a General Motors terá que se declarar em quebra no máximo em 31 de maio, quando termina o prazo dado pelo presidente americano, Barack Obama, para completar seu plano de reestruturação.
O presidente da GM, Frederick Henderson, já advertiu há semanas que não esperaria até 31 de maio se antes ficar evidente que a empresa não pode cumprir os requisitos da Administração Obama.
O jornal “The Washington Post” afirmou hoje, em sua edição on-line, que a Administração Obama já tem uma proposta de reestruturação durante a quebra, que “efetivamente nacionalizaria” a General Motors e colocaria a maior parte da companhia nas mãos do sindicato United Auto Workers (UAW).
O “Washington Post” também disse que o Governo americano estaria preparado para emprestar mais US$ 30 bilhões à GM (que se somariam aos US$ 19,4 bilhões já concedidos).
O Canadá estaria disposto a conceder US$ 9 bilhões adicionais para manter sua cota de produção no país, cerca de 20% da produção total americana da GM.
Segundo o plano do Departamento do Tesouro, Washington terminaria controlando 70% do conjunto de acionistas da nova GM; a UAW teria 17,5%; os credores, 10%; e o Governo canadense, os 2,5% restantes.