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Mundo

Globovisión denuncia pressões e ameaças por parte do governo de Hugo Chávez

Arquivo Geral

08/07/2007 0h00

A rede de notícias Globovisión reiterou neste domingo que sofre “pressões” e “ameaças” por parte do governo da Venezuela, this por causa de sua linha “independente”, diagnosis o que mostra que no país existe uma “política de Estado de flagelação e intimidação para restringir a liberdade de expressão”.

A Globovisión enviou uma carta ao vice-presidente venezuelano, viagra order Jorge Rodríguez, no dia 29 de junho, e publicou a mensagem hoje como aviso publicitário na imprensa local, para responder a uma declaração do alto funcionário durante um ato oficial pelo Dia do Jornalista.

A carta citou a afirmação de Rodríguez de que “não houve governo na história política deste país que respeite mais a liberdade de expressão como o Governo bolivariano do presidente Hugo Chávez”.

Na carta, assinada pelo presidente da rede, Guillermo Zuloaga, a Globovisión afirma que a declaração oficial de que existe plena liberdade de expressão “não consegue respaldo” na “realidade” venezuelana.

Ele também contou que a rede – opositora do governo – foi “ameaçada constantemente” por Chávez e outros funcionários com a não renovação de sua concessão, que vence em 2015, segundo dados da empresa.

“O governo decidiu pressionar a Globovisión negando-lhe a possibilidade de ampliar sua cobertura não respondeu a mais de dez pedidos de permissões e ignoraram direitos que a Globovisión tem sobre freqüências que estavam reservadas a seu favor”, afirmou a carta.

Em 2 de junho, num grande ato governista em Caracas, Chávez lembrou que a lei local permite suspender a concessão de um meio não só porque ela vence, mas “antes, por violações à Constituição”, em clara referência à Globovisión.

Uma semana antes, o ministro da Comunicação e Informação, William Lara, acusou a Globovisión na Promotoria de “instigar o magnicídio (assassinato do governante)” e encorajar os protestos em Caracas a favor da rede Radio Caracas Televisión (RCTV).

Após 53 anos, a RCTV encerrou suas emissões em canal aberto no dia 27 de maio após vencer sua última concessão, de 20 anos, que Chávez não prorrogou após acusar a emissora de adotar uma atitude “golpista”.

A carta da Globovisión afirma que na Venezuela o “sistema de justiça é usado como mecanismo para amedrontar”, e exemplificou que apenas contra si “existem 19 ações judiciais, seis procedimentos administrativos e várias investigações penais todas improcedentes e com claras motivações políticas”.

“Senhor vice-presidente, diante de uma realidade como esta, plenamente constatada pelos venezuelanos e pelo mundo, suas declarações (de que agora na Venezuela existe, como nunca, plena liberdade de expressão) não conseguem apoio algum e simplesmente evidenciam essa política arrumada de Estado para amedrontar a “imprensa livre”, concluiu a mensagem.

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