O secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, considera que é “vital” fornecer mais capital ao sistema bancário para assegurar, não só a solvência das instituições individuais, mas a estabilidade do sistema.
Em artigo publicado hoje no diário britânico “Financial Times” por ocasião da reunião que hoje começa em Londres com os ministros de Economia e Finanças do Grupo dos Vinte (G20), Geithner afirma que esta ideia requer uma mudança na maneira em que se estabelece a regulação.
Além disso, o secretário do Tesouro opina que a regulação deve pôr ênfase na alta qualidade do capital que melhor permita aos grupos financeiros fazer frente às perdas.
“Reforçar os requisitos do capital é parte essencial de uma amplo esforço para modernizar nossa armação reguladora de modo que o sistema financeiro seja o suficientemente forte para resistir o fracasso de instituições grandes e complexas”.
“Esta é a maneira mais efetiva para evitar que o mundo volte a viver os eventos do fim do ano passado”, disse Geithner, quem participa da reunião de Londres com os governadores dos bancos centrais do G20 (formado por países desenvolvidos e emergentes).
Em seu artigo, o responsável do Tesouro dos EUA acrescenta que é importante que as instituições financeiras mantenham reservas de capital em proporção a seus riscos, para que sejam elas e não os contribuintes os que absorvam as perdas.
Durante os bons momentos prévios à crise, os responsáveis da supervisão subestimaram os riscos que se estavam acumulando no sistema financeiro, acrescenta.
As instituições financeiras globais – afirma – mantinham níveis de capital que eram muito baixos e, além disso, tomavam riscos excessivos.
“As distorções resultantes ajudaram a que nosso sistema financeiro global fosse mais frágil. E esse sistema cresceu em tamanho e complexidade, se voltou mais interconectado e vulnerável ao contágio quando começaram os problemas”, especifica.
Os ministros de Economia e Finanças do G20 e os governadores dos bancos centrais manterão hoje e amanhã em Londres uma reunião para preparar a cúpula de chefes de Estado e de Governo que será realizada em Pittsburgh (EUA) nos próximos dias 24 e 25.
Cinco meses depois da cúpula realizada na capital britânica, na qual o G20 chegou a um acordo sobre uma nova arquitetura financeira internacional para superar a pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial, o objetivo desta reunião é consolidar uma saída da crise que ainda é incerta.