O governante da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, rejeitou novamente o pedido da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) e da União Africana (UA) para entregar o poder ao presidente eleito do país, Alassane Ouattara.
“Este é o resumo das reuniões desta segunda-feira: Gbagbo se negou a renunciar”, disse à Agência Efe um alto cargo da Cedeao próximo à delegação que visitou Gbagbo em Abidjan, capital econômica do país.
A comitiva da Cedeao composta pelos presidentes de Benin, Yayi Boni; Cabo Verde, Pedro Pires, e Serra Leoa, Ernest Koroma, fez um resumo de sua primeira visita a Costa do Marfim em 28 de dezembro, quando explicaram a Gbagbo a decisão do organismo regional, de que deve renunciar ou usarão a força para obrigá-lo.
Os líderes da África Ocidental estiveram acompanhados nesta oportunidade pelo primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, que foi a Abidjan como enviado especial da UA para a atual crise da Costa do Marfim.
A atitude de Gbagbo, considerado presidente pelo Conselho Constitucional da Costa do Marfim, que para isso anulou quase um milhão de votos que favoreciam Ouattara, colocou o país à beira de outra guerra civil.
A Cedeao deverá decidir sobre o próximo passo, depois que a missão a Abidjan conversar com o presidente nigeriano e titular do bloco econômico africano ocidental, Goodluck Jonathan, provavelmente nesta terça-feira.