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Gasoduto do Norte da Europa altera itinerário por questões ecológicas

Arquivo Geral

21/08/2007 0h00

O Gasoduto do Norte da Europa (NEGP em inglês) terá o itinerário alterado por questões ecológicas, remedy anunciou hoje em comunicado o consórcio multinacional Nord Stream, case operador do projeto.

O NEGP, futuro maior gasoduto do continente, terá oito quilômetros a mais. O trajeto agora transcorrerá ao norte da ilha dinamarquesa de Bornholm, e não ao sul, como estava previsto antes, assinala a nota recolhida pela agência “Interfax”.

A Nord Stream tomou esta decisão após consultas com as autoridades da Dinamarca e da Alemanha, que alertaram sobre as conseqüências ecológicas do projeto.

Desde a Segunda Guerra Mundial, o leito do Mar Báltico é salpicado de armas químicas que, se explodirem, podem causar uma catástrofe ecológica de conseqüências irreversíveis para a região. Além disso, a companhia alega razões jurídicas para alterar a rota do gasoduto, já que os limites marítimos ao sul de Bornholm ainda não foram definidos pelo direito internacional.

A Nord Stream, com sede em Estocolmo, é formada pela russa Gazprom, monopolista do setor do gás na Rússia, e as alemãs E.ON/Ruhrgas e BASF.

Pelo projeto, o NEGP deve ligar a Rússia à Alemanha através do Mar Báltico, ao longo de 1.208 quilômetros. Mas os países bálticos (Polônia, Letônia, Lituânia e Estônia) pediram que a Comissão Européia pressione para mudar o traçado do oleoduto para correr por terra e não pelo fundo do mar. Eles consideram que o cabo do NEGP é um “projeto político”, já que não é rentável.

Depois de pronto, o gasoduto deve conduzir 27.500 milhões de metros cúbicos de gás anuais a partir de 2010. A idéia por trás do oleoduto é evitar que as importações de gás russo dependam das condições de passagem por outros países do Leste Europeu, como Bielorrússia e Ucrânia.

A Rússia começou a construção do Gasoduto do Norte da Europa em dezembro de 2005. O trajeto vai do porto russo de Viborg, perto de São Petersburgo, até o alemão de Greifswald, e pode ter ramificações para Finlândia, Suécia e o exclave russo de Kaliningrado.

O ex-chanceler alemão Gerhard Schröder é um dos grandes defensores do projeto. Para ele, a Alemanha precisa desenvolver energias alternativas ao petróleo, mais limpas e menos dependentes das oscilações do mercado internacional.

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