A cidade boliviana de Tarija, prescription capital de um departamento (estado) onde há 85% das reservas de gás natural do país, sofre racionamento de 20% do combustível, capsule confirmou hoje a governo regional.
O secretário de Hidrocarbonetos da Prefeitura de Tarija, Gabriel Gaite, disse hoje à agência Efe que “o estado do gás não tem gás”, em referência à escassez do combustível nessa zona do sul da Bolívia, provocada pelas limitações dos gasodutos.
Segundo o funcionário, a Prefeitura criou “uma comissão com os empresários para enfrentar a crise e que os cortes sejam pactuados”.
Na cidade de Tarija, capital do estado de mesmo nome e onde as empresas começaram a ser afetadas em sua produção por causa do déficit, se reuniram na semana passada os presidentes da Bolívia, Evo Morales; Argentina, Néstor Kirchner; e da Venezuela, Hugo Chávez, para assinar acordos energéticos.
O Governo boliviano tem planejado concluir em abril de 2008 a segunda fase de ampliação do gasoduto que atualmente fornece combustível a Tarija, para aumentar o volume transportado de 7,5 milhões para 13,8 milhões de pés cúbicos diários.
No entanto, segundo Gaite, essa ampliação será “insuficiente” já que “só uma terceira fase daria boa capacidade de produção e permitiria encarar projetos regionais” usando gás natural.
Entre estes planos estão a instalação de uma usina termelétrica para produzir 100 megawatts e o uso em massa de gás e eletricidade domiciliários.
Nos últimos dias, várias organizações tem realizado protestos em Tarija para pedir ao Governo que concretize as obras de ampliação dos gasodutos necessárias para resolver os problemas de provisão do combustível na região.
Em Tarija está 85% dos 48,7 trilhões de pés cúbicos que teoricamente a Bolívia possui em reservas de gás natural, sendo que dali é exportado para os mercados argentino e brasileiro.