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Mundo

G20 mantém planos de estímulo econômico e limita gratificações

Arquivo Geral

05/09/2009 0h00

Os ministros de Economia e Finanças do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) decidiram hoje manter os planos de estímulo em andamento para consolidar os indícios de recuperação da economia mundial e limitar as gratificações recebidas pelos diretores dos bancos.

Os ministros se reuniram em Londres para preparar a cúpula de chefes de Estado e do Governo dos próximos dias 24 e 25 em Pittsburgh (EUA), e decidiram também dar maior presença às nações emergentes nos organismos financeiros internacionais.

“Continuaremos aplicando as medidas de apoio, incluindo as políticas monetárias e tributárias”, aprovadas na cúpula realizada em Londres em abril, “até que possamos garantir a recuperação”, disse o ministro das Finanças britânico, Alistair Darling.

O ministro anunciou que se seguirá adiante com a reforma do sistema financeiro, para evitar que se repitam crises como a do ano passado e que será revisado o “sistema de gratificações” aos diretores bancários, para evitar que adotem políticas de risco a curto prazo que comprometem a estabilidade dos mercados.

Darling destacou que houve “progressos substanciais” desde que o G20 se reuniu no final de 2008 para enfrentar a pior crise mundial desde a Segunda Guerra Mundial, e que “os mercados financeiros estão se estabilizando e a economia global está melhorando”.

“Mas continuamos cautelosos sobre as perspectivas de crescimento e emprego”, acrescentou Darling, cuja entrevista coletiva colocou fim à reunião da qual participaram também os presidentes dos bancos centrais.

O G20 se comprometeu também em seu comunicado final a “trabalhar para combater a excessiva volatilidade dos preços das matérias- primas, melhorando a transparência dos mercados, promovendo o diálogo entre os países produtores e os países consumidores”.

Também houve acordo sobre a necessidade de continuar apoiando as economias mais frágeis, com programas de gastos públicos e pacotes de estímulo fiscal, e de estabelecer um período de tempo mais amplo para exigir que combatam os altos déficit públicos.

Quanto à maior influência reivindicada pelas nações emergentes na tomada de decisões em instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), com Brasil, China e Índia à frente, também se preparou o terreno para que a cúpula de Pittsburgh adote medidas concretas neste tema.

Além disso, e em resposta a uma demanda das nações emergentes, que representam 70% da população mundial, o grupo aprovou “combater todas as formas de protecionismo e chegar a uma conclusão equilibrada e ambiciosa na Rodada de Doha”, dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Conselho de Estabilidade Financeira, organismo internacional que nasceu da cúpula em abril, será o encarregado de colocar as propostas e de supervisionar o cumprimento no futuro.

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