O Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) terminou hoje em Pittsburgh, nos Estados Unidos, sua terceira cúpula de chefes de Estado e de Governo com o compromisso de impulsionar reformas que permitam “um crescimento sustentado e equilibrado no século XXI”.
Segundo a declaração final da cúpula, para cumprir com esta tarefa, o G20 será o “principal fórum de cooperação econômica em nível internacional”, iniciativa que tira importância do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia), que assumiu este papel nas últimas três décadas.
Este movimento em favor do G20, do qual fazem parte países como Brasil, China, Índia e México, evidencia a realidade da nova arquitetura internacional e a influência crescente das economias emergentes.
Na declaração final, os países reconhecem que, apesar de uma recuperação inicial, não se deve cair na “complacência”, mas que é preciso avançar nas reformas necessárias para conseguir “um crescimento sustentado e equilibrado”.
“Queremos crescimento sem ciclos extremos e mercados que incentivem a responsabilidade, não a temeridade”, diz o documento.
O G20 também propõe que os organismos internacionais deem uma maior participação a economias em desenvolvimento e cita concretamente o Fundo Monetário Internacional (FMI), onde os países ricos cederão 5% de seus votos às nações emergentes que estão subrepresentadas.
Os líderes do grupo se comprometeram também a acabar com os “excessos” no setor bancário, diante da “temeridade e da ausência de responsabilidade” que conduziram à crise.
Outra das mensagens claras da cúpula é que “é preciso evitar a retirada prematura dos planos de estímulo” iniciados pelos Governos para incentivar a recuperação econômica, embora haja o compromisso de começar a preparar uma “estratégia de saída” quando for oportuno.
Agora, o G20 tem até junho de 2010, quando se reúne novamente, para iniciar esta ambiciosa agenda. Nesta data, a cidade canadense de Muskoka sediará a próxima cúpula.