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Mundo

Futuro da Revolução Cubana será decidido com eleições este ano

Arquivo Geral

01/01/2008 0h00

A Revolução Cubana começou nesta terça-feira um processo que pode ser decisivo para o futuro político da ilha com as eleições para renovar os órgãos de poder, see que podem resolver problemas econômicos reiteradamente denunciados e definir o papel do líder Fidel Castro no país.

Em mensagem voltada aos cubanos, o ditador falou sobre os anos de “resistência heróica”, mas disse que ainda restam muitas tarefas pendentes, como indicou o presidente provisório, Raúl Castro, no dia 28 de dezembro durante a última sessão da legislatura no Parlamento.

“Ao trabalho pesado” – foi a saudação que o chefe de Estado no poder usou para encerrar seu discurso na Assembléia Nacional do Poder Popular, o Parlamento cubano, após um ano sem grandes mudanças.

Minutos antes, Raúl tinha destacado duas questões sobre as quais as autoridades trabalharão nos próximos meses: o “excesso de proibições e medidas legais” e a necessidade de a terra ficar “nas mãos” dos que podem produzir com eficiência.

Após realizar mais de 215 mil reuniões com 5 milhões de cidadãos, a lista de tarefas pendentes aumentou, de acordo com Raúl. Apesar disso, ele avisou que as reformas não serão rápidas. Com este cenário, o ano de 2008 apresenta uma intensa agenda política, a começar pelo dia 20 de janeiro, data da eleição para deputados nacionais e provinciais.

Após a escolha dos parlamentares, a Assembléia Nacional, em data ainda não definida, deverá ser formada e nomear os novos Conselhos de Estado e de Governo, dos quais Fidel Castro é presidente.

Dezessete meses depois de deixar o cargo provisoriamente, o papel político do homem que governa Cuba há 50 anos continua sendo uma incógnita.

No dia 17 de dezembro, o líder cubano surpreendeu através de uma mensagem lida no programa “mesa-redonda” da televisão cubana com a primeira referência a seu papel no futuro político da ilha desde que começou sua recuperação.

Sobre seu futuro político, Fidel afirmou que seu “dever elementar” não é se apegar a cargos e “muito menos atrapalhar as pessoas mais jovens, mas fornecer experiências e idéias”. Já no dia 28 de dezembro, ele afirmou que foi uma pessoa apegada ao poder “por excesso de juventude e falta de consciência”.

“Sem nenhum mentor, fui saindo da minha ignorância política e me transformei em socialista utópico”, acrescentou. A resposta definitiva à dúvida sobre a renovação do mandato de Fidel Castro à frente dos órgãos de poder do Estado virá da nova Assembléia.

O líder cubano também é primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba. O Congresso da legenda não se reúne desde 1997, mas, segundo analistas,- pode ser convocado este ano em um momento político decisivo para a ilha.

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