O chefe da Defesa Civil da Nicarágua, o coronel Gilberto Narvaez, disse à Agência Efe que 5.783 pessoas estão abrigadas em 59 albergues na Região Autônoma do Atlântico Sul e outras 2.400 em 26 refúgios na Região Autônoma do Atlântico Norte, em um total de 8.183.
A maioria dos refugiados, assim como o restante dos pelo menos 6.817 afetados, são indígenas miskitos e de outras etnias, que se abrigaram em casas de familiares ou amigos, disse.
O secretário-executivo do Sistema Nacional de Prevenção, Mitigação e Atendimento de Desastres (Sinapred), Ramón Arnesto Soza, disse aos jornalistas que hoje foram enviados em aviões 3.600 quilos de alimentos aos desabrigados na zona do Caribe, onde “Ida” chegou a terra e causou estragos ontem como furacão de categoria um, na escala Saffir-Simpson.
Além disso, serão enviados 68.314 quilos de alimentos por terra, principalmente de arroz, feijão, milho, açúcar, óleo, cereais e leite em pó.
“Ida” já perdeu força, se tornou uma depressão tropical e danificou 530 casas em diferentes níveis, segundo relatórios preliminares, além de infraestruturas e 1.400 hectares de plantações no Caribe.
Os comitês regionais e municipais do Sinapred iniciaram uma avaliação dos danos e das necessidades na região caribenha para determinar as verdadeiras consequências do fenômeno, segundo Soza.
“Ida” abandonou o território da Nicarágua na manhã de hoje e chegou a Honduras, disse aos jornalistas o meteorologista Marcio Baca.