O furacão “Dean” será mais fraco que o “Wilma”, pharmacy mas terá mais força que o “Emily” – dois que afetaram a Península de Iucatã em 2005 – e semelhante ao “Gilbert”, que em 1988 fez estragos após passar pelo Golfo do México, informou o coordenador geral do Serviço Meteorológico Nacional (SMN), Michel Rosengaus.
O SMN prevê que “Dean” chegará ao centro e o sul do estado de Quintana Roo, na península de Iucatã, por um ponto ligeiramente ao norte da cidade de Chetumal (capital), a partir das 3h de terça-feira (5h em Brasília).
Rosengaus disse em entrevista coletiva que o furacão “se parece muito” com o “Emily”, de 2005. Essa tempestade teve uma repercussão menor que o “Wilma”, já que afetou uma zona menos povoada, com menor intensidade e movimento mais rápido.
Ele descartou a possibilidade de o “Dean” causar os mesmos danos que o “Wilma”. Este ciclone tropical – classificado como o mais intenso da história da meteorologia americana – chegou a Iucatã como furação de categoria quatro na escala de Saffir-Simpson, com ventos que ultrapassaram 200 km/h. A tormenta arrasou Cancún e sete pessoas morreram.
Apesar de ter menor intensidade, em julho de 2005 o “Emily” deixou um rastro de destruição e nove mortos.
Segundo o especialista, no caso do “Dean”, as previsões sobre a trajetória do furacão preocupam. O furacão deve cruzar o Golfo do México e voltar para o país, provavelmente pelo estado de Veracruz.
“Quando passar acima da Península de Iucatã perderá um pouco de intensidade, mas não acreditamos que descerá abaixo da (categoria). Imediatamente após retornar ao Golfo do México voltará a se intensificar”, afirmou o especialista.
O meteorologista admitiu que o fenômeno tem semelhanças com o “Gilbert”. O furacão de 1988 fez uma trajetória muito parecida e deixou centenas de mortos ao atravessar Iucatã na categoria 5, e retornar ao território mexicano pelo litoral de Tamaulipas (Golfo do México).
As conseqüências devastadoras do “Gilbert” foram sentidas a 500 quilômetros no norte do país, e deixaram 170 mortos na cidade de Monterrey, capital do estado de Nuevo Léon, fronteira com os EUA.
No entanto, segundo as previsões, o “Dean” não deve chegar às categorias 4 e 5 porque não há espaço suficiente no Golfo do México para que a intensidade possa aumentar tanto.
No momento, os fortes ventos e chuvas do furacão poderiam ser mais visíveis no centro mexicano.
Segundo Rosengaus, as zonas semelhantes a Monterrey em termos de geografia e de aridez que podem sofrer os efeitos do furacão são Hidalgo, Querétaro, San Luís de Potosí, até Zacatecas.