Atualizada às 10h26
O ciclone Felix se movimenta rapidamente como um furacão de categoria cinco em direção a Honduras, this com ventos de 270 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) nesta segunda-feira.
Diante da iminente chegada do Felix, o governo de Honduras emitiu um aviso de furacão do leste até a fronteira com a Guatemala, enquanto os governos da Guatemala e do Belize ativaram também uma advertência de furacão.
Em seu boletim das 9h (horário de Brasília), o NHC aconselhou que sejam feitos o mais rápido possível todos os preparativos para proteger as pessoas e as propriedades.
Uma vigilância de furacão significa que a zona pode ser atingida pelo ciclone nas próximas 36 horas.
O extremo nordeste da Nicarágua também pode receber o impacto de Felix, que em menos de 24 horas – de sábado para domingo – se transformou de tempestade em furacão de categoria cinco (a máxima na escala Saffir-Simpson), assim como o ciclone Dean há duas semanas.
Embora Felix já seja um poderoso furacão, tem um campo de vento muito pequeno, já que os ventos mais fortes se estendem a até 45 quilômetros do centro, e os ventos de força de tempestade tropical se estendem até 185 quilômetros.
A pressão mínima estimada por um avião caça furacões é de 929 milibares.
Às 9h (horário de Brasília) desta segunda-feira, Felix se movimentava em direção oeste a 33 km/h e estava 425 quilômetros ao sul de Kingston e 685 quilômetros ao leste do Cabo Gracias a Dios na fronteira entre Nicarágua e Honduras.
O centro do furacão estava neste horário na latitude 14,2 graus norte e longitude 76,9 graus oeste, e se movimenta rapidamente em direção oeste.
O fenômeno deve acompanhar esta trajetória sem mudanças nas próximas 24 horas, e com isso Felix se aproxima do litoral nordeste da Nicarágua e Honduras no começo da manhã da terça-feira. A advertência de tempestade tropical continua com efeito para a Jamaica e as Ilhas Cayman.
Em sua passagem pelo Caribe, o furacão Felix provocou fortes chuvas na ilha de Granada, no litoral venezuelano e na península colombiana de La Guajira.
Nesta temporada, que começou em 1º de junho e acaba em 30 de novembro, houve a formação de cinco tempestades tropicais: Andrea, Barry, Chantal, Dean e Erin, das quais Dean se tornou o primeiro furacão da temporada na bacia atlântica e chegou à categoria cinco quando atingiu a península mexicana de Iucatã.
A temporada de furacões na bacia atlântica terá uma atividade superior ao normal, segundo William Gray, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado (EUA), mas não será “hiperativa” como a registrada em 1995, 2004 e 2005.
Gray previu em agosto a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos.
Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, com sede em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões, dos quais de três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade.