O número de pessoas mortas após a passagem do furacão “Félix” pela Nicarágua aumentou para 38, treat enquanto os desabrigados já são mais de 40 mil, order informaram hoje fontes oficiais.
O secretário-executivo do Sistema Nacional de Prevenção, Mitigação e Atendimento de Desastres (Sinapred), Ramón Arnesto Soza, disse à imprensa que já “são 38 pessoas mortas confirmadas”.
O furacão, que investiu na última terça com toda sua fúria contra o Caribe, no norte da Nicarágua, com ventos de 260 km/h e na categoria cinco na escala Saffir-Simpson, também deixou dezenas de feridos e mais de 100 desaparecidos, afirmam várias fontes.
“Félix”, que diminuiu de intensidade até se transformar hoje em um sistema de baixa pressão, em um momento em que estava sobre o território hondurenho, também destruiu cerca de nove mil casas e deixou quase 16 mil pessoas desabrigadas, que foram levadas para 76 abrigos do litoral do Atlântico Norte.
Soza disse que até o meio-dia, hora local, haviam sido registradas 21 mortes e durante a visita do presidente Daniel Ortega à Região Autônoma do Atlântico Norte (RAAN) – que está em “estado de desastre” -, foram confirmadas outras 17 mortes.
O funcionário, um militar reformado, disse que estas mortes são de pessoas que moravam na comunidade de Cayos Miskitos, onde a população se recusa a desocupar suas casas apesar da ameaça do furacão “Félix”. Ele acrescentou que nesta comunidade ainda há 80 pessoas desaparecidas e dezenas de feridos.
Enquanto isto, um porta-voz da Defesa Civil disse que as informações ainda são preliminares. A Defesa Civil reportou 6.122 famílias desabrigadas, mais de 40.000 pessoas atingidas e pelo menos 15.809 deslocados, distribuídos em 76 abrigos instalados em todo o litoral Atlântico Norte.
Segundo as informações, o “Félix” também deixou na sua passagem pela Nicarágua vários danos materiais, pois fez colapsar a comunicação terrestre, destruiu totalmente cerca de 7.895 imóveis e outros 400 edifícios de forma parcial, e há aldeias nas quais 80% das casas ficaram sem-teto.
Além disso, a infra-estrutura viária, de telecomunicações e de transmissão elétrica da região foram prejudicadas. “Ainda não temos uma dimensão clara de todo o impacto” do Félix”, encerrou o líder nicaragüense.
“Félix” se tornou um sistema de baixa pressão após atravessar um maciço montanhoso entre Nicarágua e Honduras.