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Mundo

Furacão Félix mantém potencial destrutivo a caminho de Nicarágua e Honduras

Arquivo Geral

03/09/2007 0h00

O furacão “Félix” mantém hoje o seu potencial destrutivo como ciclone de categoria 4, symptoms com possibilidade de aumentar a intensidade antes de atingir amanhã a Nicarágua e Honduras, stomach mesmo após ter perdido um pouco da força.

O Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), com sede em Miami, informou em seu boletim das 21h (18h em Brasília) que os ventos do “Félix” chegam a 215 km/h, e o ciclone se transformou em um furacão de categoria 4 na escala Saffir-Simpson.

“Félix” evoluiu rapidamente em menos de 24 horas e passou de uma tempestade tropical para um temido furacão de categoria 5 entre sábado e domingo. Este é o segundo ciclone da temporada e, da mesma forma que “Dean”, atingiu a intensidade máxima.

Um porta-voz do NHC explicou à agência Efe que “Félix” pode se fortalecer a qualquer momento. Há previsões de que a velocidade de seus ventos chegue outra vez a cerca de 270 km/h.

O NHC prevê que o centro “Félix” chegará ao litoral da Nicarágua e de Honduras nas primeiras horas da manhã de terça-feira. No entanto, todas as medidas de segurança devem ser tomadas a partir de agora.

O “Félix” vai trazer chuvas fortíssimas no norte da Nicarágua e Honduras e existe risco de inundações e deslizamentos de terras. O mesmo acontecerá em sua passagem por Guatemala e Belize antes de começar a se enfraquecer, quando entrar totalmente em terra firme no México.

O ciclone “Félix” se movimenta rapidamente na direção oeste a 31 km/h. Embora o “Félix” seja um poderoso ciclone, tem um campo de vento muito pequeno: seus ventos se estendem até 45 quilômetros a partir do centro e os ventos de força de tempestade tropical se estendem até 185 quilômetros.

A pressão mínima estimada por um avião “caça-furacões”, usado para medir condições atmosféricas, é de 953 milibares. O Governo da Nicarágua emitiu um aviso de furacão de Puerto Cabezas, ao norte, até a fronteira entre Honduras e Nicarágua. Além disso, continua vigente o aviso de furacão para Honduras, de Limón, a leste, até a fronteira com a Nicarágua.

Ainda é válida também uma vigilância para furacão em Honduras, a oeste de Limón, para a costa caribenha da Guatemala e para toda a costa de Belize. A vigilância de tempestade tropical para a Jamaica foi suspensa, mas foi mantida para as ilhas Cayman.

Às 21h de hoje (18h em Brasília), “Félix” se movimentava em direção oeste a 31 km/h e se encontrava a 405 quilômetros ao leste de cabo Gracias a Dios, na fronteira entre Nicarágua e Honduras. O centro do furacão estava na latitude 14,3 graus norte e na longitude 75,5 oeste.

Na passagem pelo Caribe, o furacão “Félix” provocou fortes chuvas na ilha de Granada, no litoral venezuelano e na península colombiana da La Guajira. Nesta temporada, que começou no dia 1º de junho e acabará dia 30 de novembro, cinco tempestades tropicais se formaram: “Andrea”, “Barry”, “Chantal”, “Dean” e “Erin”. O “Dean” acabou se tornando o primeiro furacão desta época na bacia atlântica e atingiu a categoria 5 quando chegou à península mexicana de Iucatã.

A temporada de furacões na bacia atlântica terá uma atividade ciclônica superior à normal, segundo William Gray, professor de Ciências Atmosféricas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos. No entanto, de acordo com ele, não será “hiperativa”, como as registradas em 1995, 2004 e 2005.

Em agosto, Gray previu a formação de 15 tempestades e oito ciclones, dos quais quatro seriam intensos. Os meteorologistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), em Washington, prevêem a formação de entre sete e nove furacões, dos quais de três a cinco poderiam se tornar ciclones de grande intensidade (categorias 3, 4 ou 5).

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