O livro, que será apresentado hoje pelos defensores do líder senderista, tem 408 páginas e foi compilado pela professora Elena Iparraguirre, número dois do grupo terrorista e mulher de Abimael Guzmán, capturado há 17 anos.
“Ali estão conteúdos manuscritos do doutor Guzmán referentes à sua estratégia de defesa legal, uma defesa concebida politicamente”, contou Crespo.
Segundo ele, Guzmán, de 75 anos, expõe suas opiniões sobre o desenvolvimento do processo civil que o condenou à prisão perpétua em 2006, junto a seus principais aliados, incluindo Iparraguirre.
O livro também reúne parte de sua autobiografia até chegar a Ayacucho, antes do início da luta armada do Sendero Luminoso, e cartas pessoais que dirigiu a Iparraguirre.
Na carta de convite à apresentação do livro, assinada por Iparraguirre, a mulher do líder senderista reafirma que elaborou a compilação por considerá-la “de importância histórica”.
Crespo disse à Efe que a publicação também é “uma reafirmação” da proposta de um acordo de paz que Guzmán fez ao Executivo peruano em 1993.
A Comissão da Verdade e da Reconciliação (CVR) peruana responsabilizou em seu relatório final o Sendero Luminoso por ter causado mais da metade das quase 70 mil mortes no conflito interno desenvolvido no Peru entre 1990 e 2000.