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Mundo

Funcionários de hospitais na Faixa de Gaza decretam greve de três dias

Arquivo Geral

12/08/2007 0h00

Os funcionários palestinos dos hospitais na Faixa de Gaza decretaram hoje uma greve parcial de três dias como forma de protesto por causa da demissão de vários colegas de trabalho pelo deposto Governo do Hamas, more about liderado por Ismail Haniyeh.

“Foram tomadas uma série de medidas administrativas contra vários funcionários do setor da saúde nos últimos dias. Para enfrentá-las, ed foram usadas a força, ameaças e detenções”, disseram associações médicas, em comunicado oficial.

Segundo o documento, os trabalhadores cruzarão os braços por “duas horas” de hoje até terça-feira.

Na quarta-feira, a Força Executiva do Hamas deteve Juma al-Saqqa, médico ligado ao movimento nacionalista Fatah, sob a alegação de que está sendo submetido a uma investigação criminal.

Saqqa é até agora porta-voz e responsável de relações públicas do principal hospital da Cidade de Gaza, o Shifa.

A Força Executiva – órgão criado pelo Hamas após o grupo ter chegado ao poder, em março de 2006, e que atualmente impõe a ordem na Faixa de Gaza – deteve o médico e seu filho de 18 anos, afirmou a esposa de Saqqa, Hanan.

Os dois foram libertados horas depois, após serem interrogados por milicianos do movimento islâmico.

Segundo Saqqa, os milicianos o detiveram após o médico ter se recusado a seguir as ordens do deposto ministro da Saúde do Hamas, que mandou que deixasse o cargo e fosse transferido para a unidade de intervenções cirúrgicas.

“Os membros da Força Executiva que estão nos hospitais da Faixa de Gaza interferem na administração (dos centros médicos) sob a ameaça das armas”, ressaltaram os funcionários no comunicado.

Um porta-voz do Hamas disse, em comunicado, que a presença da Força Executiva nos hospitais da Faixa de Gaza tem como objetivo “restaurar a disciplina e a ordem”.

O Hamas obteve o controle da Faixa de Gaza em junho, após confrontos com o Fatah. Desde então, controla as instituições governamentais da região, assim como os funcionários ligados ao Fatah.

Segundo o comunicado das organizações médicas, os membros da Força Executiva “agrediram vários funcionários e ameaçaram detê-los. Também humilharam várias enfermeiras e médicos que se negaram a seguir suas ordens injustas”.

As associações médicas na Faixa de Gaza também pediram aos líderes do Hamas que voltem atrás nas decisões contra os trabalhadores demitidos e que os milicianos saiam dos hospitais.

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