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Mundo

Funcionárias de loja dos EUA recebem compensação por assédio sexual

Arquivo Geral

29/08/2007 0h00

Três funcionárias latinas de uma loja de Nova York receberão US$ 750 mil como compensação financeira de seu ex-chefe, and ao qual um júri popular considerou culpado há um ano do crime de assédio sexual.

Um ano após um júri declarar o dono da empresa Ramco, Albert Palacci, culpado de assédio sexual, ele finalmente irá compensar financeiramente as três funcionárias, assim como foi decidido na Justiça, informou hoje a União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu).

As dominicanas Deyanira Espinal e Ángela Berise Fritman e a mexicana María Araceli González receberão US$ 750 mil, dos quais US$ 455 mil irão diretamente para elas, na forma de indenização.

O restante servirá para enfrentar as despesas provenientes do julgamento, incluídos os honorários dos advogados que defenderam as funcionárias latinas durante os mais de três anos que durou o caso.

Segundo a advogada da Aclu responsável pelo caso, Claudia Flores, após um ano de intensa negociação as duas partes chegaram a um acordo por meio do qual Palacci se compromete a pagar uma compensação financeira, com a qual suas três ex-funcionárias darão o caso por encerrado.

“A negociação durou um ano, apesar de um júri obrigar Palacci a pagar nossos clientes, o que faz com que as três estejam hoje muito felizes porque finalmente foi feita Justiça”, declarou Flores.

A advogada afirma que é “importante” que soluções como esta ajudem as mulheres imigrantes a saberem que, “independentemente de seu status de imigrante, têm direitos em seus postos de trabalho, já que há leis que as defendem e as protegem contra o abuso de seus empregadores”.

Entre 2002 e 2004, as três mulheres latinas estiveram empregadas por Palacci, para o qual trabalharam em um estabelecimento que vendia utensílios domésticos, assim como roupas.

Durante este período, diz Flores, Palacci assediou sexualmente as suas funcionárias em várias oportunidades e lhes pediu favores sexuais em troca de aumentos de um salário que nem ao menos chegava ao mínimo exigido pela lei.

“Palacci nem sequer lhes pagava o salário mínimo, algo que também foi apresentado à Justiça e que foi resolvido alguns meses depois que foi iniciado o caso por assédio sexual”, disse a advogada, que diz que suas clientes chegaram a trabalhar até sete dias por semana por US$ 34 o dia.

Em cerca de duas semanas, os advogados das três mulheres devem apresentar a um tribunal de Nova York um documento formal por meio do qual considerarão o caso fechado, depois de Pallaci pagar a compensação financeira.

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