Uma pessoa que trabalha na delegação da Comissão Europeia em Porto Príncipe está desaparecida desde o terremoto que atingiu o Haiti na noite passada, disse hoje à Agência Efe o porta-voz de Exteriores da CE, Lutz Güllner.
Güllner não detalhou a nacionalidade e o nome da pessoa, que trabalha como funcionária na delegação da CE na capital haitiana.
“Há uma pessoa que ainda não tivemos notícias”, assinalou o porta-voz comunitário.
Na Espanha hoje circulou a informação que a funcionária espanhola da UE destacada no Haiti, Pilar Juárez, está entre os possíveis desaparecidos pelo tremor de terra.
Por outra parte, a Presidência espanhola de turno da UE iniciou um mecanismo de acompanhamento com as instituições comunitárias das consequências do terremoto.
Os embaixadores dos 27 países-membros trataram hoje a situação com a alta representante da UE, Catherine Ashton.
Uma reunião conjunta dos dois grupos de trabalho no Conselho de Ministros foi convocada para sexta-feira, para avaliar a situação, indicaram fontes diplomáticas.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou hoje em “centenas de milhares” o número de mortos.