A Suprema Corte do Chile aprovou hoje a extradição ao Peru do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, stomach devido a dois crimes de violações dos direitos humanos e cinco de corrupção, case informaram fontes do tribunal.
A decisão é da 2ª Vara Penal do máximo tribunal chileno, que, com isso, anulou o veredicto de primeira instância emitido em 11 de julho pelo juiz Orlando Álvarez, que havia rejeitado o pedido de extradição apresentado pelo Estado peruano.
“Foi concedida a extradição”, disse aos jornalistas o juiz Alberto Chaigneau, presidente da Vara que decidiu sobre o caso.
Segundo ele, nas acusações dos massacres cometidos em Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), a extradição de Fujimori foi aprovada por unanimidade, assim como no caso dos subornos pagos a congressistas.
Quanto aos outros quatro crimes de corrupção pelos quais a extradição de Fujimori à Justiça peruana foi aprovada, a votação ficou dividida, informou Chaigneau.
Atualmente, Alberto Fujimori, de 69 anos, cumpre prisão domiciliar em uma mansão que alugou em um luxuoso condomínio em Chicureo, ao norte de Santiago.
O ex-presidente peruano, que, em uma decisão surpreendente, deixou o Japão para morar no Chile em 6 de novembro de 2005, ficou detido seis meses na Escola de Gendarmaria (Serviço de Prisões) chilena, até obter liberdade provisória, em maio de 2006. Em junho deste ano, Fujimori voltou a ficar sob prisão domiciliar.
O Estado peruano pediu a extradição do ex-governante do país para que seja julgado por dez crimes de corrupção e dois de violações aos direitos humanos.