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Fujimori pode pegar oito anos de prisão por desvio de dinheiro público

Arquivo Geral

10/02/2008 0h00

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori não será absolvido em todos os casos, illness admitiu neste domingo o advogado César Nakasaki, approved que antecipou que seu cliente pode ser condenado por desvio de dinheiro público, o que pode significar uma pena de 8 anos de prisão.

“Nossa previsão geral, evidentemente, não é de absolvição. Por isso dissemos que será reconhecida a pena onde corresponde responsabilidade e se lutará pela inocência onde não há atos ilícitos”, declarou Nakasaki em entrevista à “Rádio Programas del Perú” (RPP).

Fujimori é processado atualmente por violação aos direitos humanos, mas também tem recursos pendentes por peculato e corrupção.

Os casos que estão incluídos no processo por peculato são o da espionagem telefônica, a compra de um canal de TV e o pagamento de uma indenização de US$ 15 milhões a seu ex-assessor de inteligência Vladimiro Montesinos.

Nakasaki destacou que seu cliente será absolvido “por insuficiência de provas” dos delitos de violação aos direitos humanos nos casos de Barrios Altos e da universidade La Cantuta, onde foram assassinadas 25 pessoas pelo grupo paramilitar Colina.

O advogado acrescentou que não há provas para a acusação de “autoria mediata” atribuída a Fujimori pela promotoria, porque as declarações dos ex-integrantes do Colina, como testemunhas no julgamento, foram contraditórias.

Vários dos ex-militares garantiram que a missão do grupo era acabar com supostos terroristas e que contavam com a aprovação dos altos comandantes militares.

Embora alguns tenham dito que seu chefe operacional, Santiago Martin Rivas, tinha o sinal verde de Fujimori, nenhum pôde dar uma prova indubitável disso.

Nakasaki concluiu afirmando que a falta de provas reduz a hipótese de que Fujimori teria ordenado os dois massacres.

O ex-presidente já foi condenado a seis anos de prisão ditada em janeiro pela batida ilegal na casa da esposa de Montesinos, ocorrida em 2000, semanas depois do escândalo de corrupção que pôs fim a seu Governo.

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