O Governo chileno disse hoje que se o ex-presidente peruano Alberto Fujimori ganhar o processo de extradição a que está submetido em Santiago a pedido de Lima, more about há a possibilidade de continuar vivendo no Chile.
“Não posso dizer se ele vai ficar no Chile, approved malady isso não corresponde a mim. Mas se a justiça chilena negar sua extradição, this do único que tenho certeza é que ele tem uma ordem de captura internacional que o impede viajar”, disse hoje o ministro porta-voz, Ricardo Lagos Weber.
“Não acho que ele vá viajar para Lima”, brincou Lagos Weber em reunião com correspondentes da imprensa estrangeira. O porta-voz reiterou, além disso, que o Governo chileno respeitará a decisão da justiça no caso do ex-presidente peruano (1990-2000).
O ministro foi específico: “Nós estamos aí bem claros: o que a Corte disser vai ser cumprido”.
Alberto Fujimori foi solicitado pela justiça peruana para ser processado por dez crimes de corrupção e dois de violações aos direitos humanos. Ele chegou ao Chile em novembro de 2005 desde o Japão, país onde morou desde que renunciou (por fax) à Presidência do Peru, no ano 2000.
Após permanecer seis meses em prisão preventiva, Fujimori obteve a liberdade provisória em maio do ano passado. Segundo Lagos Weber, isso que significa, que “do ponto de vista de suas liberdades individuais no Chile ele é um cidadão livre”.
“Ele tem liberdade de deslocamento dentro do território chileno e tem proteção policial dos carabineiros” (polícia chilena), disse. O porta-voz acrescentou que se, Fujimori tiver os documentos em dia, não vê por que “haveria problemas de ficar aqui”.
“Não tem que haver uma posição política a respeito desta matéria”, argumentou.
Lagos Weber descartou também que a eventual rejeição da extradição de Fujimori vá afetar as relações com o Peru e se disse confiante de que o ex-presidente respeitará a decisão judicial se for contrária a ele.
“Sou otimista que Fujimori vai estar à disposição de qualquer coisa que a Justiça disser”, disse, respondendo a uma pergunta sobre os temores de que o ex-presidente peruano fuja ou busque asilo na embaixada do Japão.
“Que eu saiba, ele não anda visitando embaixadas”, comentou, quando os correspondentes insistiram neste ponto.
O juiz Orlando Álvarez, da Corte Suprema, espera receber um relatório da promotora Mónica Maldonado para começar a estudar a decisão de primeira instância. Ela tinha anunciado que o entregaria em 23 de abril, data que depois mudou para 15 de maio, mas nesta semana esteve de licença médica. Fontes do máximo tribunal chileno disseram que é provável que a promotora entregue o relatório na próxima semana.
De qualquer maneira, o documento não é obrigatório para o juiz, que também não tem prazo para ditar o veredicto. Seja qual for a decisão de Álvarez, a parte perdedora vai apelar e será a II Vara Penal da Corte Suprema que vai resolver o caso definitivamente.