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Mundo

Fujimori passa primeiro dia em prisão no Peru cercado por policiais e médicos

Arquivo Geral

23/09/2007 0h00

O ex-presidente Alberto Fujimori passou hoje seu primeiro dia de prisão no Peru protegido por 240 policiais e sob supervisão médica, illness por estar com hipertensão e resfriado, após ter sido extraditado no sábado do Chile.

No começo da manhã, uma ambulância chegou ao Estabelecimento Penitenciário Transitório Barbadillo, na sede da Direção de Operações Especiais da Polícia Nacional (Diroes), onde Fujimori está detido.

Ao meio-dia, o Ministério da Justiça revelou que o extraditado está sendo atendido por médicos permanentemente depois de ter mostrado “sinais de hipertensão considerados moderados”.

O porta-voz de Fujimori no Peru, Carlos Raffo, disse à agência Efe que o ex-presidente se sentiu mal durante as nove horas de viagem, quando o avião que o trazia do Chile precisou fazer duas escalas.

Na escala da cidade de Tacna (Peru), na fronteira com o Chile, o ex-governante teve que utilizar um balão de oxigênio, pois, aparentemente, apresentou problemas de pressão.

Raffo se queixou das sete horas nas quais Fujimori foi submetido ao cumprimento dos trâmites de rigor após sua chegada ao centro temporário de reclusão.

Mas o chefe do Instituto Médico Legal (IML) local, Luis Bromley, que visitou o extraditado na chegada a Lima, assegurou que ele está em ótimas condições físicas e mentais.

Ele ressaltou que se Fujimori apresentar algum transtorno serão tomadas todas as medidas, incluindo sua transferência a um hospital, segundo o site do jornal “El Comercio”.

Bromley afirmou que Fujimori “está bem de saúde para os seus 69 anos. Ele se mostrou tranqüilo, não parece angustiado ou preocupado, e sim cansado, o que é normal. Estava totalmente lúcido”.

As versões sobre a hipotética fragilidade da saúde do ex-presidente “geram certas suspeitas”, disse o diretor da Associação pró-Direitos Humanos, Francisco Soberón.

Em entrevista à Efe, Soberón ressaltou que Fujimori, durante “toda a permanência no Chile e no Japão, não deu sinais de alteração significativa do estado de saúde”, e exigiu “uma avaliação independente e autônoma”.

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